25 março 26
Empresas

Bebiana Rocha

Investimento, inovação e valor são as chaves da resiliência no têxtil português

A Executive Digest destacou esta semana três casos de sucesso do setor têxtil e vestuário português – Riopele, Somelos e Tintex Textiles – num contexto internacional particularmente exigente.

No caso da Riopele, a solidez demonstrada ao longo de diferentes ciclos económicos assenta numa estratégia consistente de investimento contínuo. A aposta em energias renováveis, na modernização tecnológica e na aquisição de equipamentos que otimizam os processos produtivos tem sido acompanhada por um forte foco no talento, fator considerado determinante para a resiliência da empresa.

Já a Somelos tem conseguido navegar com segurança num cenário desafiante graças à sua agilidade operacional. A empresa tem reforçado o investimento em tecnologia, orientado a sua oferta para produtos de maior valor acrescentado e apostado na eficiência produtiva. A automatização de etapas críticas, o aprofundamento das relações com clientes e os investimentos na área energética completam uma estratégia que tem sustentado o seu desempenho.

Por sua vez, a Tintex Textiles tem construído o seu crescimento com base numa abordagem diversificada e orientada para o valor. A dispersão da carteira de clientes e das geografias, a especialização do produto e a aposta em segmentos de maior valor acrescentado têm sido acompanhadas por investimento em inovação – tanto interna como colaborativa -, maior proximidade às marcas e um reforço das ações de marketing.

Em conjunto, estes três exemplos evidenciam a capacidade de adaptação e a relevância contínua do setor têxtil e vestuário como motor estruturante da economia nacional.

“Atravessamos um período exigente, mas continua a ser um setor competitivo”, sublinha Ana Dinis, diretora-geral da ATP na notícia. A responsável aponta ainda os principais fatores macroeconómicos que estão a moldar o mercado, nomeadamente a inflação e a consequente perda de poder de compra, o aumento dos custos energéticos e de outros custos de contexto, a subida das taxas de juro, bem como a mudança nos padrões de consumo e os ajustamentos no retalho.

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