Ana Rodrigues
A próxima disrupção tecnológica que pode mudar o sector têxtil está a tomar forma e tem como foco aumentar a sustentabilidade e a saúde, ao mesmo tempo que melhora a produtividade, como refere o relatório apresentado pelo Fórum Económico Mundial (WEF). Da lista apresentada, a Inteligência Artificial (IA) é líder.
Nesse sentido, a IA generativa irá servir como ferramenta para expandir os limites do esforço humano, aprimorando a criatividade das pessoas e desafiando o pensamento atual. Sendo versátil, tem como desafio atual atender aos padrões éticos aprovados pelos órgãos reguladores competentes.
Uma das principais aplicações da IA são as baterias flexíveis, que substituem as rígidas, e que dão espaço a materiais maleáveis como a fibra, o carbono ou o tecido, o que pode ser aplicado na indústria têxtil, por exemplo em roupas que podem incluir sistema integrados de ar condicionado.
A IA, segundo o relatório, permite também sinergias com a agricultura, no sentido em que os sensores microscópicos para plantas constituem um avanço tecnológico capaz de aumentar a produtividade na agricultura e os próprios agricultores poderão saber em tempo real o estado de temperatura, humidade e hidratação das suas lavouras.
Mais ainda, as tecnologias também podem tornar o transporte internacional mais sustentável, por exemplo o combustível de aviação sustentável procurar aliviar o impacto do sector de aviação que gera entre 2% e 3% das emissões de CO2 em todo o mundo e os combustíveis sintéticos feitos de fontes biológicas podem mudar isso. Atualmente, já cobrem quase 1% da necessidade do combustível aéreo. O objetivo em 2040 é de entre 13 a 15%.