Maria Monteiro
No primeiro trimestre de 2024, o número de insolvências apresentou um aumento de 26% face ao período homólogo do ano passado, com um total de 1.154 ações de insolvência contra 913 registadas há um ano. Já as constituições de novas empresas decresceram mais de 9% no trimestre face a 2023.
De acordo com os dados apresentados pela Crédito y Caución, o mês de março teve um ligeiro decréscimo face ao mesmo período de 2023, com 350 ações de insolvência, menos treze que no ano passado (-3,6%). Nos primeiros três meses do ano registaram-se 72% de declarações de insolvência requeridas por terceiros, enquanto as declarações de insolvência apresentadas pelas próprias empresas aumentaram 108%.
No que diz respeito às constituições, a criação de novas empresas decresceu 31%, passando de 5.431 em 2023 para um total de 3.753 em 2024, menos 1.678 constituições no comparativo. Contudo, no total do primeiro trimestre, o decréscimo é menos significativo, com uma descida de 9,2% de 15.568 novas empresas constituídas em 2023 para 14.142 constituídas em 2024.
Lisboa e Porto são os distritos que apresentam valores de insolvências mais elevados, 266 e 322, respetivamente. Face a 2023, regista-se um aumento tanto em Lisboa (+26%) como no distrito do Porto (+82%). Foi na capital portuguesa que foram constituídas mais empresas, com 4.325.
Por sectores, registaram-se aumentos homólogos na Indústria Transformadora (+60%); Eletricidade, Gás, Água (+50%); Outros Serviços (+28%); Comércio a Retalho (+26%); Construção e Obras Públicas (+19%); Hotelaria e Restauração (+19%); Transportes (+17%); Comércio de Veículos (+9,4%) e Comércio por Grosso (+5,2%). Os sectores que apresentaram uma variação positiva na constituição de novas empresas foram a Indústria Extrativa (+250%); Telecomunicações (+70%) e Construção e Obras Públicas (+5,4%).