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Depois de alguns anos centrada na produção de fast fashion, a Inovartex decidiu reposicionar a produção e apostar nos produtos de valor acrescentado. Uma mudança que alavancou a empresa para um volume de negócios na ordem do meio milhão de euros, 95% dos quais obtidos nos mercados externos.
Gil Ferreira, administrador e dono da empresa, explicou que a Inovartex – inicialmente dedicada apenas à produção de camisas mas que entretanto diversificou para vários outros produtos – deu um verdadeiro salto em frente quando decidiu apostar na qualidade.
Para isso foi fundamental, explicou, a criação de uma nova área de negócio: um pacote tecnológico que permite apresentar aos clientes desde a amostra até ao produto final. “Com tecnologia digital com o uso de 3D para a passerelle e modelagem 4D, propomos a gestão total da coleção”, explicou ainda Gil Ferreira. Genericamente, a proposta segue quatro passos essenciais: modelação e graduação; prototipagem; fichas técnicas e portfólio de coleção; e consultoria.
A par do private label, que responde por cerca de 80% do volume de negócios, a Inovartex tem também uma marca própria, a My Shirt – de venda online – e cujo negócio está também em alta.
Estados Unidos, Canadá, França, Bélgica, Holanda e Reino Unido figuram na galeria dos principais mercados de exportação. E se o mercado dos Estados Unidos está a correr comparativamente melhor que os restantes, apesar do Brexit o do Reino Unido, está também em bom plano. E melhor estaria, explica Gil Ferreira, caso de os serviços alfandegários portugueses não estivesse a bloquear as encomendas oriundas do Reino Unido.