Bebiana Rocha
O projeto New Cotton, do qual a Inovafil faz parte, chegou ao fim. Numa nota disponível no site, o consórcio partilhou as principais aprendizagens retiradas ao longo dos últimos três anos e meio. Entre as conclusões, enumeradas em oito pontos-chave, é expressa a necessidade da criação de ecossistemas circulares que envolvam os mais variados atores da cadeia de fornecimento.
Mas não só, no documento é deixada nota para a necessidade de se desenhar peças pensadas já para um reaproveitamento pós consumo; dar escala às infraestruturas de triagem e reciclagem existentes e melhorar a qualidade e acessibilidade aos dados sobre os têxteis.
São ainda referidas: a necessidade de investigação continua, sobretudo na busca por fibras com menos impacto no meio ambiente; de criação de legislação coesa e proporcionar um maior engagement com a sociedade para que o consumidor esteja melhor informado em que consiste a circularidade.
“Ao longo do projeto o consórcio trabalhou para reunir e separar têxteis em fim de vida. Com recurso à tecnologia Infinited Fiber conseguimos chegar a uma nova fibra man made de base celulósica chamada Infinna, que de aspeto e toque em muito se assemelha ao algodão virgem”, recorda o comunicado.
A fibra daqui resultante foi processada e transformada em diferentes tipos de fios e tecidos, dando depois lugar a peças que foram vendidas pelas marcas Adidas e H&M. Foi também implementado um sistema de recolha e triagem de roupa pós consumo, a reciclagem foi explorada tanto na vertente mecânica como química.
Em nota o consórcio New Cotton pede que seja reconsiderada a exportação de tecidos usados, dado o potencial dos mesmos. “Devemos partilhar informações de forma mais aberta e afastarmo-nos do modelo linear de fast fashion”, diz, incentivando ao alinhamento de prioridades e à criação de novos serviços por parte das marcas, nomeadamente de reparações, aluguer e revenda de peças.