27 abril 26
Exportações

Bebiana Rocha

Indústria têxtil e vestuário em destaque no radar da Scoring Magazine

O setor têxtil e vestuário esteve no radar setorial da Scoring Magazine, que destacou, na edição de abril, um texto contextual sobre a concentração da indústria no Norte, as sinergias que daí resultam, os ganhos de eficiência proporcionados pela proximidade, a qualidade reconhecida e a flexibilidade das microempresas.

A revista, dedicada à gestão e aos negócios, apresentou também alguns números do setor, sublinhando o forte perfil exportador da ITV nacional, o seu papel preponderante no emprego e na criação de valor acrescentado. O destaque culmina na identificação dos principais desafios: os custos de produção elevados, a concorrência internacional de países de baixo custo e a necessidade de investimento contínuo em automação e digitalização.

Neste radar setorial dedicado à indústria, surgem exemplos de superação como a Reistex, empresa de confeção de vestuário de malha que integra o top 10 da Scoring – Melhores PME do setor da indústria 2025. Encontramos também nomes como a Fábrica de Malhas Martos, com mais de 50 anos de experiência, a Fepratex, empresa de Barcelos dedicada à confeção de vestuário, e a Óscar Confeções, com uma capacidade de produção de 250 mil peças por semana.

Ana Dinis, diretora-geral da ATP, contribuiu para a rubrica com um artigo de opinião intitulado Rota de diferenciação, onde aborda o papel da Associação, a resiliência do setor e a necessidade de reforçar continuamente a posição a nível global através do trabalho conjunto. “A ATP assume um papel essencial, ajudando as empresas a identificar oportunidades, implementar estratégias e articular respostas coletivas para os desafios estruturais do setor”, lê-se.

A mensagem central é clara: a diferenciação tornou-se uma condição essencial para competir, sendo que o grande trunfo do setor continua a ser a combinação entre tradição industrial e modernidade. “Em 2026, o setor demonstra resiliência e estabilidade mesmo num cenário internacional marcado pela incerteza. Mais do que números, a evolução é qualitativa: produtos de maior valor acrescentado, segmentos mais exigentes e uma aposta clara na diferenciação. O reforço do posicionamento do made in Portugal dependerá da inovação, da responsabilidade e da capacidade de resposta. Mais do que acompanhar a mudança, o setor participa ativamente na sua construção. E é neste esforço coletivo, que a ATP integra e fomenta, que podemos consolidar uma indústria forte e preparada para o futuro.”

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