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Com um número recorde de compradores e “um ambiente fantástico”, a edição Stop Over do Modtissimo que encerrou ao final da tarde desta quinta-feira, no aeroporto Sá Carneiro, prenuncia mais um ano de crescimento para a nossa ITV – afirma Paulo Melo, presidente da ATP.
“Tudo aquilo que vi e ouvi sobre a feira foi super positivo. É um espaço acolhedor, aumentaram os visitantes e houve mais empresas a oferecer uma maior variedade de produtos”, adiantou Paulo Melo, acrescentando que esse aumento permite também aos compradores “reconhecer as empresas com mais qualidade para fazer as suas encomendas”.
O presidente da ATP associa esse aumento de visitantes também a “um factor de interesse cada vez maior que o sector está a transmitir”. É que, diz, a ITV teve uma evolução muito grande nos últimos 10 anos, designadamente no sector da moda e do design. “E esta evolução está a cativar até outro tipo de pessoas, como se viu agora no Modtissimo”, sublinhou.
Mas todo este crescimento é atribuído por Paulo Melo “à imagem mais reforçada da ITV portuguesa” que resulta da mudança feita “por um conjunto de milhares de PME”, traduzindo nas próprias exportações de 2017, ano em que “foi atingido o maior valor de sempre”.
“O ambiente que se viveu nesta feira está em linha com o optimismo que foi a nota dominante entre os expositores portugueses que estiveram nas primeiras feiras do ano, designadamente a Heimtextil e a ISPO”, declara Paulo Vaz.
“Se não houver sobressaltos, a nível nacional ou internacional, tudo se encaminha para um nono ano consecutivo de crescimento da nossa indústria, que será sem dúvida o mais longo ciclo de prosperidade de que há memória no setor”, acrescenta o diretor geral da ATP.
Paulo Vaz espera que 2018 seja um ano pelo menos tão bom como foi o de 2017, mas alimenta a esperança que o setor volte a bater, uma vez mais, o seu recorde absoluto de exportações.
“O ambiente fantástico em que se desenrolou este Modtissimo é um excelente indicador. Hoje em dia as feiras já não são, na sua essência, um lugar de compras e vendas, mas antes um espaço onde se se vai para se ver e ser visto, fazer networking, arranjar contactos, rever clientes e fornecedores e preparar negócios”, conclui o diretor geral da ATP.
Já Manuel Serrão, administrador executivo da Associação Selectiva Moda, que organiza o certame, considera que “estes dois dias de feira foram ao encontro das nossas previsões, com um aumento de compradores que esperávamos”.
Salvaguardando a escala (“há mais portugueses do que estrangeiros”), salientou que “a força dos compradores estrangeiros foi no primeiro dia”, enquanto no segundo “houve mais portugueses”. Mas isto, segundo o CEO da Selectiva Moda, não quer dizer que os negócios feitos pelos compradores nacionais não se destinassem também para futura exportação. “Eles vem comprar sobretudo matérias primas”, explicou.
Manuel Serrão estava também particularmente satisfeito com a Modtissimo Experience, designadamente os desfiles dos jovens criadores e a presença do chef do momento, Vasco Coelho dos Santos, num showcooking realizado neste novo espaço do Modtissimo.
“O novo formato que encontramos para o Fórum dos Tecidos teve também uma muito boa recepção. E, como é habitual, o espaço do CITEVE atraiu muitos visitantes”, descreveu. E o futuro? “O futuro é já a 26 e 27 de Setembro, na Alfândega do Porto, com a realização da 52.ª edição do Modtissimo”. Um futuro que irá trazer “uma grande surpresa na área da sustentabilidade”. Promessa de Manuel Serrão.