13 novembro 24
Economia

Bebiana Rocha

Indústria precisa de nova forma de diferenciação

O relatório State of Fashion 2025, produzido pela McKinsey & Company e BoF Insights, já está disponível. Do documento sobressai a necessidade de a indústria investir numa nova forma de diferenciação e crescimento, que pode passar pela criação de novos designs, produtos, proporcionar novas experiências de compra ao consumidor ou apelar a novos nichos de mercados.

Outra das mensagens passadas ao longo da publicação é a imprevisibilidade que acompanha o novo ano. “Navegar na indústria da moda sempre envolveu um certo grau de imprevisibilidade, mas 2025 está prestes a ser especialmente volátil”, escreveu a Business of Fashion na introdução.

Os dados partilhados revelam uma desaceleração há muito temida: “80% dos executivos entrevistados não esperam nenhuma melhoria na indústria global da moda no próximo ano”.

Na base deste ceticismo está a retração do consumidor e a instabilidade geopolítica. “Os consumidores, assustados pelo recente período de inflação elevada, são cada vez mais sensíveis aos preços”, lê-se.

Contudo, e como tudo, há oportunidades à espreita, por exemplo, as marcas que cortejarem os consumidores na faixa etária dos 50 ou mais anos podem lucrar. Para Portugal 2025 pode trazer bons ventos também porque: os retailers vão configurar as suas cadeias de abastecimento, priorizando o nearshoring e a confeção em país que estão alinhados politicamente com os seus ideais.

O ‘State of Fashion’ aconselha também a que as cadeias de abastecimento se tornem mais ágeis. “As empresas devem fazer um esforço por reduzir o inventário e reduzir o risco de defeito. Uma vez que as pressões governamentais para reduzir emissões e minimizar desperdícios vão aumentar”. Neste sentido, a BOF termina o seu resumo com um apelo à colocação da sustentabilidade no topo da agenda das empresas e marcas.

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