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Os pedidos de insolvência requeridos por terceiros aumentaram quase 20% nos primeiros cinco meses do ano face ao período homólogo de 2022, enquanto os pedidos apresentados pelas próprias empresas cresceram quase 3%, referem dados da consultora Iberinform. Mas a indústria transformadora escapou à ‘intempérie’.
Indústria extrativa, construção e obras públicas e outros serviços pesaram negativamente no balanço. Do lado positivo estão os sectores da eletricidade, gás e água, comércio de veículos e indústria transformadora – cujos pedidos de insolvência diminuíram.
Nos cinco primeiros meses do ano, 420 empresas tornaram-se insolventes, mais 65 que no mesmo período do ano passado. Contudo, em termos acumulados, verifica-se um decréscimo de 4,2% nos primeiros cinco meses deste ano face a 2022, com um total de 1.735 insolvências (menos 77 que há um ano).
No período de janeiro a maio de 2023, as declarações de insolvência requeridas por terceiros aumentaram 20% (mais 58 empresas, num total de 352 ações), enquanto as apresentações à insolvência pelas próprias empresas cresceram 2,9% face a 2022 (mais nove ações, num total de 322). Quanto aos encerramentos com plano de insolvência não se regista qualquer variação relativamente a 2022. Em termos de processos encerrados há uma variação negativa com menos 177 processos que em igual período do ano passado.
Segundo a mesma fonte, Lisboa e o Porto são os distritos que apresentam o valor mais elevado de insolvências: 401 e 380, respetivamente. Face a 2022, verifica-se uma diminuição de 17% em Lisboa e de 13% no Porto.