Bebiana Rocha
O Departamento de Engenharia Têxtil da Universidade do Minho lançou uma nova iniciativa com o objetivo de reforçar a atratividade da Licenciatura em Engenharia Têxtil, apelando ao envolvimento direto das empresas do setor em duas vertentes principais: o financiamento de 20 bolsas de estudo anuais para a licenciatura e 5 bolsas anuais para mestrado, bem como o apoio ao departamento através do investimento em espaços, equipamentos e da associação das empresas a laboratórios ou outras infraestruturas do DET.
A iniciativa surge num contexto em que, nos últimos anos, as escolhas dos jovens no acesso ao ensino superior não têm favorecido a Licenciatura em Engenharia Têxtil. Perante este cenário, o Departamento pretende inverter esta tendência, reforçando a atratividade do curso e assegurando o preenchimento das vagas mínimas, enquanto melhora a sua imagem e as condições de trabalho nos laboratórios de ensino, através da renovação e expansão de equipamentos.
“Para nós é evidente a necessidade do mercado de trabalho em continuarmos a formar novos profissionais em engenharia têxtil. (…) São profissionais capazes de compreender toda a cadeia produtiva e são fundamentais para garantir a competitividade do setor”, afirma Miguel Ângelo Carvalho, diretor do Departamento, em comunicado. Convicto de que a indústria têxtil e vestuário continuará a ser dinâmica, competitiva e essencial para a economia nacional, o responsável sublinha ainda a importância de aproximar os jovens desta realidade: “Necessitamos de mostrar aos jovens candidatos que a ITV necessita deles e os apoia na sua escolha, garantindo perspetivas de futuro concretas no final do curso.”
Como contrapartida ao envolvimento empresarial, o Departamento prevê um conjunto de benefícios, entre os quais a projeção das empresas nos seus canais de comunicação, a possibilidade de acolher estudantes em miniestágios anuais com a duração de um mês, e a oportunidade de lançar desafios reais a integrar nas unidades curriculares, sob a forma de casos de estudo. Acrescem ainda vantagens como um desconto de 30% em ensaios de controlo de qualidade realizados nos laboratórios físico-químicos e a possibilidade de enquadrar o investimento em regime de mecenato, com os respetivos benefícios fiscais.
Este passo conta com o apoio da ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal, que irá promover uma campanha dedicada à valorização da engenharia têxtil, e do T Jornal, que anunciará em breve conteúdos exclusivos com engenheiros têxteis em atividade no setor.
“Contamos com os empresários para garantir a continuidade deste ciclo de excelência. Juntos asseguramos que Portugal continua a ser sinónimo de inovação, qualidade e talento na ITV”, conclui Miguel Ângelo Carvalho.