Bebiana Rocha
As importações de matérias-primas, essenciais para a produção de têxteis e vestuário em Portugal, registaram uma subida de 40% em quantidade no mês de julho, o que indica que o mês pode ser de retoma para o sector.
“O aumento significativo reflete a preparação do sector para intensificar a produção e atender à procura internacional, dando assim os sinais da retoma há muito esperada. Estiveram em particular destaque as importações de matérias-primas de algodão, incluindo fios e tecidos”, diz a ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal, em comunicado.
Relativamente às exportações, no mês de julho o sector exportou 529 milhões de euros, um crescimento de 3% face ao mesmo mês de 2023. “Este aumento foi acompanhado por uma expansão de 12% na quantidade exportada, atingindo 43.372 toneladas, evidenciando um mês de forte atividade produtiva e exportadora”, c0mpleta.
Estes valores devem-se em muito ao crescimento dos produtos técnicos e aos têxteis-lar. “Os produtos mais técnicos como as pastas, feltros e falsos tecidos ou os tecidos impregnados revestidos, recobertos ou estratificados e artigos para usos técnicos de matérias têxteis, foram alguns dos que maior aumento registaram”, pormenoriza. Quanto ao têxteis para o lar o crescimento rondou os 26% em valor e 22% em quantidade.
Os números indicam assim que Portugal está-se a conseguir afirmar como um fornecedor de qualidade, com capacidade para oferecer produtos de alto valor acrescentado, alicerçado em muito na inovação e na sustentabilidade. No entanto, vale realçar que o acumulado de janeiro a julho registou uma ligeira queda de 6% no valor total das exportações, totalizando 3.376 milhões de euros, mostram os quadros.
Interessa ainda referir que Espanha e Itália registaram quebras no valor e volume transacionado, ao contrário dos Estados Unidos que tem aumentado as exportações 5% em valor e 4% em quantidade.