19 abril 26
Inovação

Bebiana Rocha
Imagens: Imperial

Imperial College London acelera inovação sustentável

O Imperial College London reuniu recentemente no seu campus de White City, num evento dedicado à inovação, várias novidades promissoras para afirmar o Reino Unido no futuro sustentável do setor têxtil e vestuário, ao mesmo tempo que debateu o que é necessário para que estas criações saiam do laboratório e cheguem aos guarda-roupas dos consumidores. Da efervescência de ideias, ficou claro que a ciência e a tecnologia poderão ter um papel determinante na transformação da indústria global da moda.

Entre as conquistas apresentadas destacam-se biolantejoulas inspiradas nas asas de escaravelhos, corantes produzidos a partir de algas, etiquetas RFID sem metal, vestuário desenvolvido a partir de resíduos de batata e novas tecnologias de descontaminação de fibras. “Nos últimos cinco anos, os docentes e estudantes do Imperial College London criaram 17 startups e spin-outs de moda sustentável”, refere o resumo da notícia.

Mary Ryan, vice-reitora da instituição, afirma que se está a entrar numa nova era, marcada por novas ferramentas químicas e biológicas capazes de decompor resíduos de moda existentes em blocos moleculares, que podem depois ser reutilizados para criar novos materiais.

São ainda destacadas várias startups e spin-outs resultantes deste ecossistema de inovação. A Solena Materials utiliza inteligência artificial para desenvolver novas fibras têxteis, enquanto a Epoch Biodesign recorre a enzimas concebidas com apoio de IA para reciclar têxteis de nylon. Já a Ponda transforma plantas aquáticas cultivadas em novos materiais isolantes para a moda, sendo o seu material Biopuff já utilizado por marcas como a Stella McCartney e a Berghaus.

O artigo sublinha também o trabalho de outras empresas emergentes como a Sequinova, PulpaTronics, Brilliant Dyes, Radiant Matter e Dye Recycle.

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