Bebiana Rocha
O setor têxtil e vestuário é um exemplo de resiliência e de como Portugal consegue competir no mercado global através do valor acrescentado. É este reconhecimento que Bernardo Maciel, CEO da Yunit Consulting, deixa em entrevista ao T Jornal, no âmbito dos Prémios Heróis PME, que tem as candidaturas a decorrer até 10 de abril.
Na edição de 2026, a organização espera receber ainda mais candidaturas do setor, que tem sido exemplar na forma como adota a digitalização e a economia circular, elogia.
O Novo Banco, parceiro da iniciativa, reforça também, em entrevista ao T, que o STV reúne múltiplas histórias de dedicação e superação – precisamente o que estes prémios procuram celebrar. Rui Pedro Pinto, diretor de parcerias do departamento de marketing de empresas do banco, evidencia num segundo momento a proximidade e capacidade de apoio às PME para que fortaleçam o seu posicionamento.
Bernardo Maciel, como nasceu a iniciativa Heróis PME e que necessidades do tecido empresarial português procura responder?
A iniciativa dos Prémios Heróis PME nasceu da nossa vontade de dar palco às PME, que são o motor da nossa economia, mas que raramente têm voz. Sentimos que as PME portuguesas precisavam de um reforço de autoestima e de uma plataforma que valorizasse a sua resiliência e capacidade de arriscar.
Qual tem sido a evolução do projeto?
O projeto tem crescido de forma muito interessante, e muito sustentada, deixando de ser apenas sobre “histórias de superação” para se focar em casos reais de inovação, transformação digital e internacionalização. Hoje, os Heróis PME são vistos como um selo de competência e um palco de talento técnico e estratégico. Temos cada vez mais candidaturas, mais parceiros e mais visibilidade mediática, o que nos enche de orgulho e nos confirma aquilo em que acreditamos: as PME portuguesas são quem faz acontecer em Portugal.
Que balanço fazem do impacto já gerado junto das PME nacionais?
O balanço é muito positivo, principalmente pelo efeito de rede que criámos. Mais do que a visibilidade mediática, as empresas ganham uma credibilidade renovada perante parceiros e investidores, e as próprias equipas sentem um orgulho enorme no reconhecimento do seu trabalho. O feedback que vamos tendo dos vencedores, ao longo dos anos, é que a participação nos Heróis PME lhes abriu mais portas, alavancando o seu posicionamento, e reforçando que estão a fazer um bom trabalho.
Rui Pedro Pinto, o novobanco apoia os Heróis PME pelo segundo ano consecutivo, o que distingue esta iniciativa de outras ações de reconhecimento empresarial?
O novobanco apoia esta iniciativa, sendo o Banco Oficial dos Heróis PME, reforçando o seu compromisso na valorização do sucesso das PME portuguesas. Esta iniciativa distingue-se por dar visibilidade às Empresas que se superam, criam valor e lideram o crescimento económico em Portugal e existe para “celebrar a coragem das Empresas portuguesas”. No novobanco temos como missão: “apoiar as famílias e as Empresas portuguesas ao longo da sua vida” e, como banco das Empresas, que somos, está no nosso ADN ser um banco próximo e estar ao lado das Empresas em todos os momentos.
Bernardo Maciel, por que razão é relevante o setor têxtil e vestuário estar envolvido nesta iniciativa?
O setor têxtil é um dos melhores exemplos de como uma indústria tradicional consegue reinventar-se com sucesso. É fundamental tê-los connosco porque personificam a resiliência e mostram que Portugal sabe competir no mercado global através do valor e não do preço.
Rui Pedro Pinto, enquanto parceiro da iniciativa, que oportunidades concretas surgem de participar ou vencer os Heróis PME?
Os Prémios Heróis PME são uma iniciativa de proximidade, que permite ao banco e às Empresas estreitarem relações. O novobanco quer ser o seu Parceiro, nas diversas fases do seu negócio, e dar resposta aos desafios que nos colocam. Apoiamos os seus projetos, com as nossas soluções de financiamento, com especialistas setoriais e de Fundos Europeus, para o enquadramento das candidaturas. Cobrimos as necessidades de tesouraria, com soluções de Factoring, Confirming e Contas Correntes e damos apoio à internacionalização das Empresas, através de uma equipa de especialistas em Trade Finance, considerada, pelo 7º ano consecutivo, a melhor em Portugal pela Global Finance. O vencedor da categoria que patrocinamos terá acesso a condições especiais nos nossos produtos e serviços, entre outras ofertas.
Que desafios encontram atualmente nas PME – nomeadamente ao nível da sustentabilidade, digitalização e competitividade – e de que forma conseguem dar resposta através dos vossos serviços?
As PME enfrentam hoje um conjunto de desafios estruturais, que condicionam a sua capacidade de adaptação e crescimento. Ao nível da sustentabilidade, muitas Empresas estão sob maior pressão regulatória e social para integrar práticas ambientais responsáveis, o que implica investimento, reorganização interna e maior transparência. Esta transição tem impactos ao nível de custos e na necessidade de reestruturação das organizações, para cumprir novas exigências. No que diz respeito ao ESG, o novobanco tem uma oferta de produtos e serviços completa e competitiva para apoiar as Empresas, na sua “transição sustentável”. Paralelamente, a competitividade continua a ser afetada por fatores como a concorrência global e uma crescente complexidade de modelos de negócio e ferramentas tecnológicas, áreas em que as PME podem ter dificuldade em igualar a capacidade de investimento de Empresas maiores. O novobanco tem uma oferta transversal e competitiva e uma equipa de mais de 300 Gestores dedicados aos segmentos empresarias, espalhados por cerca de 300 Balcões e 20 Centros de Empresa em todo o país, com grande conhecimento das necessidades de cada setor e região e relação com o tecido empresarial, para dar resposta às necessidades dos Empresários e das suas Empresas.
Bernardo Maciel, de que forma têm acompanhado a evolução do setor têxtil e vestuário e o que mais vos impressiona?
Temos acompanhado de perto esta transição e o que mais me impressiona é a rapidez com que as empresas deste setor abraçaram a digitalização e a economia circular. Ver fábricas que eram vistas como “antigas” a liderar em engenharia de materiais e sustentabilidade é algo muito positivo.
Que entidades parceiras estão envolvidas nesta edição e que valor acrescenta às empresas participantes?
Nesta edição temos o apoio de parceiros como a Victoria Seguros, o novobanco e a CNN Portugal. O envolvimento destas marcas dá um peso e uma credibilidade muito grandes à iniciativa, tornando o prémio num “selo” de confiança e dando uma enorme visibilidade às empresas vencedoras.
Rui Pedro Pinto, porque é que este é o momento certo para as empresas do setor têxtil e vestuário participarem? Que conselho tem para dar a estas empresas?
No setor têxtil, como em todos os setores, existem histórias de dedicação e de superação, de ultrapassar dos desafios do dia a dia e de transformá-los em casos de sucesso. São essas histórias que os Prémios Heróis PME querem celebrar e por isso o conselho que damos a estas Empresas é que deem visibilidade às vossas histórias. É por isto que o novobanco apoia esta iniciativa e, com Muito Orgulho, dizemos: “Somos o banco dos Heróis PME!”.