Jorge Fiel
New Sensitivity (Nova Sensibilidade) é o tema geral da Heimtextil, que abre amanhã as portas na Messe de Frankfurt e que, para além da sua função tradicional de feira – ou seja de ponto de encontro entre compradores e vendedores -, se assume cada vez mais como uma espécie de think tank.
É ali que a fileira dos têxteis-lar reflete sobre o passado, analisa o presente e debate como responder aos desafios do futuro. O mundo está a mudar cada vez mais depressa e para se ajustarem “às novas novidades, desvairadas mudanças de vidas e dos costumes” (o que o cronista Rui de Pina escreveu no século XVI mantém-se válido no século XXI) as empresas têm de saber responder aos novos desafios.
Como transformar em grande escalada a indústria dos têxteis para o lar? Como podemos mudar de forma significativa os hábitos dos consumidores? Estas duas perguntas/desafio são, para a Messe de Frankfurt, as mais importantes questões que a indústria de têxteis lar tem de responder.
E o tema da Heimtextil 2024, a New Sensitivity, dá uma pista para começarmos a estruturar as respostas. “Sensibilidade significa ter sempre em consideração o impacto no meio ambiente no momento em que se toma a decisão de criar um novo produto; significa ainda compreender como funcionam os eco-sistemas e dar sempre a prioridade aos equilíbrios”, define Anja Bisgaard Gaede, a consultora que liderou os trabalhos de definição das tendências para 24/25 em cores, materiais e desenho.
Olaf Schmidt, vice-presidente da área Textiles & Textile Technology da Messe Frankfurt, dá o pontapé de saída para o debate ao dizer que se em 2023 o foco esteve nas soluções circulares, neste ano de 2024 o que está em causa é traduzir as mega-tendências globais, que todos conhecemos, em visões da indústria têxtil. E a nova sensibilidade rima com sustentabilidade, que continua a ser a palavra-chave – a mega-tendência.