Ana Rodrigues
Com um montante para investir em projetos que ronda os 45 milhões de euros, Domingos Bragança, presidente da câmara de Guimarães, quer que o município agregue um modelo de fábrica do futuro, constituída por micro, pequenas e médias empresas alinhadas na produção inteligente.
Presente no auditório do Teatro Jordão na apresentação do estudo de benchmarking de boas práticas sobre sistemas regionais de inovação e estratégias de especialização inteligente, organizado pela CCDR-Norte, o presidente da câmara de Guimarães alertou que é necessário dar “o passo seguinte rumo à inovação e complexificação dos produtos através da transformação digital”.
Desse desígnio fazem parte diversos investimentos que permitiram a recuperação e reabilitação de edifícios, nomeadamente ligados à ciência e ao conhecimento, mas também três projetos que estão em curso que contam com um investimento de 45 milhões de euros: “a Escola-Hotel do IPCA, as futuras instalações da Engenharia Aeroespacial da Universidade do Minho e da Associação Fibrenamics, na Fábrica do Arquinho, e a Academia de Transformação Digital, na Fábrica do Alto, onde também se instalarão centros de investigação na área da transformação digital”, revelou Domingos Bragança.
Domingos Bragança, agradeceu à CCDR-N pelo facto de Guimarães ter sido a cidade escolhida para a apresentação do estudo realizado pela Technopolis, tendo afirmado que ”precisamos de aprofundar essa capacidade de inovação para que esta região, que é a mais industrializada e exportadora do país, possa dar o salto, ganhar massa crítica e apostar nas pessoas e no talento”.