22 março 22
Comércio

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Guerra lança o caos nos transportes internacionais

Não é só o fim ou a suspensão dos negócios com a Rússia que está a afetar as empresas europeias: a guerra implica uma menor flexibilidade nos transportes internacionais, com uma parte das rotas que cruzam céus europeus fechadas e as ligações por estrada e caminho-de-ferro com a Ásia suspensas. Resta a via marítima, cada vez mais ‘engarrafada’.

Daí até ao aumento dos preços dos fretes – já de si num pico de aumento dos custos motivado pela pandemia – foi um pequeno passo, como sabem os empresários do sector têxtil e do vestuário português.

Um relatório da consultora Moody’s Analytics refere que, embora a Rússia e a Ucrânia sejam responsáveis por apenas 1,9% e 0,3%, respetivamente, do valor mundial das exportações de mercadorias, são um dos maiores produtores de algumas matérias-primas básicas.

Pelo menos 374 mil empresas em todo o mundo dependem de fornecedores russos – e mais de 90% destas estão sediadas nos Estados Unidos. Da mesma forma, pelo menos 241 mil empresas em todo o mundo trabalham com fornecedores ucranianos – 93% nos Estados Unidos.

Grandes companhias de navegação como a dinamarquesa Maersk ou a francesa CMA CGM suspenderam as suas operações na Rússia, o que “já está a causar atrasos nos portos de origem na Europa, causando congestionamentos e o aumento das tarifas em algumas rotas”, explica Judah Levine, diretor da Freightos, consultora na área dos transportes marítimos, citado pelo jornal Modaes.

A interrupção do transporte ferroviário pode fazer com que muitas empresas optem pelas rotas marítimas, o que vai pressionar ainda mais a cadeia de transportes. A suspensão do tráfego aéreo sobre a Rússia também aumentará a pressão.

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