03 julho 24
Sustentabilidade

Bebiana Rocha

Greenfest debateu projetos sustentáveis e futuro da reciclagem

A sustentabilidade no sector têxtil foi debatida em Serralves na passada sexta-feira. Na mesa redonda estiveram presentes Sandra Teixeira, da Ribeiro & Carvalho, Luís Cristino da OMA, Mafalda Paz da Salsa e Filipe Carneiro da Lipor.

Durante a conversa Sandra Teixeira falou sobre o projeto de rastreabilidade do produto que tem com um dos maiores clientes da empresa e da necessidade de se esclarecer o consumidor final do que realmente se recicla, como se recicla e todos os passos até ser possível reciclar uma peça de vestuário.

Nas palavras de Sandra Teixeira “é muito importante que o consumidor final seja elucidado de como é feita a reciclagem têxtil”. “A Ramiro & Carvalho vem já há algum tempo a preparar-se em termos de sustentabilidade, quer social, quer ambiental”, diz no final ao T Jornal, tendo recentemente feito melhorias na iluminação e instalados painéis solares.

Mafalda Paz também usou da palavra para comunicar projetos de sustentabilidade da Salsa, atribuindo um maior foco ao programa Infinity. “Enfatizamos o grande potencial da economia circular na indústria têxtil, não deixando de referir os grandes desafios, começando pelo facto de não existirem fluxos de resíduos têxteis implementados no nossos país”, chama à atenção.

A aplicação e monitorização de normas legislativas tanto a nível nacional como europeu foi outro dos tópicos apontados pela responsável. Mafalda Paz acredita que para se criarem mais artigos circulares é preciso sensibilizar para a transparência e promover o crescimento de mercados nacionais de reciclagem.

Luís Cristino notou que apesar de todas as boas práticas feitas pelas marcas o sector continua a enfrentar vários problemas: “que vão desde o esgotamento de matérias-primas, toxicidade dos materiais, o excesso de produção, e o grande desafio é o fim de vida”.

Outro dos tópicos chamados para discussão foi a cadeia de fornecimento de uma peça de roupa, que é bastante longa devido, na perspectiva do fundado da OMA “Portugal estar na dianteira de produção sustentável e ter preocupação com a transparência poderá ter uma vantagem enorme de continuar a ser um país têxtil e de qualidade, com valor acrescentado”.

Por fim e remetendo para o processo de reciclagem, Luís Cristino chamou à atenção para a dificuldade de reciclar peças compostas por uma infinidade de materiais.

Partilhar