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Respondendo a uma preocupação manifestada por Mário Jorge Machado, presidente da ATP, o ministro do Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, disse esta tarde no Simpósio da ITV que o Governo sabe “que alguns segmentos da atividade económica têm de continuar a ser apoiados” e que, “quando as moratórias acabarem” esse apoio poderá surgir sob a forma de financiamento às tesourarias das empresas.
“Aquilo que queremos assegurar é que os apoios que dirigimos às empresas para o final das moratórias, naqueles setores mais afetados, tenham aprovação da Comissão Europeia”, salientou.
Sem se deter em pormenores, Siza Vieira deixou claro que os apoios à atividade empresarial não só vão continuar, como serão alvo de uma convergência de vários programas. Desde logo, salientou, o Programa de Recuperação e Resiliência (PRR). Que, disse, “no caso português, que tem as suas especificidades, teremos o maior apoio direto em termos proporcionais”, que “será o maior da Europa”.
Necessidades de capitalização, o combate à excessiva pulverização do tecido empresarial e o apoio à intensificação da inovação como caminho de desenvolvimento sustentável do futuro, são alguns dos pontos que constam destes apoios diretos às empresas – e nomeadamente às empresas têxteis – oriundos do PRR.
Mas ao programa europeu juntar-se há, recordou, o Quadro Financeiro Pluri-anual, que fará também a sua quota parte de apoio ao desenvolvimento das empresas – numa lógica que não sendo exatamente a mesma que a do Portugal 20-20, irá também no sentido das necessidades das empresas.
O ministro – a quem Mário Jorge Machado chamou “o provedor das empresas portuguesas junto do Governo” – elencou por outro lado as caraterísticas que, no quadro específico do sector têxtil, lhe parecem as necessárias para que o combate à pandemia de Covid-19 seja eficaz, rápido e consequente. A resistência, a inovação e a resposta flexível – tendo tirado do bolso a sua própria máscara para exemplificar – são três certezas de que “ganhar o futuro” está nas mãos do sector.
Já antes, Siza Vieira deixara “uma mensagem de reconhecimento pelo esforço extraordinário que o setor fez neste último ano e meio. Foi um dos setores mais afetados pela pandemia”, mas também uma mensagem de confiança: “Aquilo que hoje em dia verificamos é que o aumento da resiliência e da autonomia estratégica da Europa posiciona muito bem a indústria têxtil e de vestuário”.
Perante este quadro, de resistência por um lado e de combate à pandemia por outro, Pedro Siza Vieira não tem dúvidas que “é mesmo tempo de investir”.