30 agosto 23
Moda

Ana Rodrigues

Gigantes da moda obrigadas a reduzir margens brutas em 2022

Em relação ao ano anterior, a margem bruta da Inditex, H&M, Gap, PVH, VF e Victoria’s Secret caiu de uma média de 50,5% para 47,7%. No entanto, a comparação não inclui os dados da Primark e da Fast Retailing, pois apenas partilham a margem operacional, que subiu em ambos os casos.

No período considerado, a Inditex aparece como a empresa mais lucrativa e também como a que menos perdeu margem em relação ao ano anterior. No seu caso, a margem bruta situou-se no exercício de 2022 (encerrado a 31 de janeiro de 2023) em 57% do volume de negócios, apenas menos uma décima que em 2021.

Porém, a Gap é a empresa com a margem bruta mais apertada (34,1% das vendas em 2022) e é igualmente a que mais reduziu face a 2021 – a queda situou-se nos 5,7 pontos percentuais. Já a Victoria’s Secret teve uma redução da margem bruta substancial: o rácio sobre o volume de negócios caiu 4,8 pontos, de 40,6% para 35,8%.

A H&M, apenas superada pela Inditex como a maior operadora global de distribuição da moda em volume de negócios, reduziu a sua margem bruta em 2,1 pontos, tendo passado de 52,8% para 50,7% em 2022.

A margem bruta da VF e da PVH caiu de forma semelhante: a VF tem a sua margem bruta em 52,5% do volume de negócio (caiu dois pontos) e a PVH reduziu para 55,9% (reduziu 2,3 pontos).

Contrariamente a Primark, que não revela a sua margem bruta, elevou a sua margem operacional ajustada em 2022 para de 7,4% para 9,8% das vendas, tendo o mesmo acontecido pela Fast Retailing, que elevou de 11,7% para 12,9%.

Os dados do Facts&Figures Fashion Map 2022 editado pela Modaes com o patrocínio do BigCommerce considera seis gigantes do sector: Inditex, H&M, Gap, PVH, VF e Victoria’s Secret.

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