11 maio 23
Marcas

Ana Rodrigues

Gigantes da moda apostam no sonho americano

A força do dólar e a fraqueza dos mercados emergentes têm vindo a impulsionar o mercado dos Estados Unidos. Para a H&M, é já o maior mercado, sendo o segundo para a Inditex. E a Mango pretende que esteja no seu top 5 até 2024. Algumas empresas portuguesas estão atentas a este movimentação tectónica.

Segundo o US Census Bureau of Statistics, o mercado dos Estados Unidos gerou 312,3 mil milhões de dólares em comércio de moda só no ano passado, 6,2% mais do que no período homólogo e as três gigantes da moda já estão presentes no mercado há muitos anos. Mas em 2022 renovaram o seu compromisso e o mercado ganhou particular relevância na faturação.

Para a Inditex, os EUA tornaram-se o seu maior mercado internacional desde a exclusão da Rússia. A Zara chegou a Nova Iorque, em 1989, e era apenas uma rede que queria fazer a sua primeira declaração de intenções com uma flagship store.

Vinte anos mais tarde, atingiu quarenta lojas e, passados trinta anos, há 98 lojas da Zara e planos para dez novas inaugurações no país: Nova Iorque, Los Angeles, Miami, Chicago, Boston, Dallas, Austin e Las Vegas são escolhidas no período 2023-2025. Além disso, estão previstas treze reformas ou ampliações de lojas existentes no país.

No caso da H&M, chegou ao país em 2000 à Quinta Avenida com uma flagship store e, atualmente, são o maior mercado para o grupo com 33.406 milhões de coroas suecas em vendas, uma rede de 520 estabelecimentos e empregando 11.191 trabalhadores por ano.

A Mango abriu há apenas um ano a sua loja própria na principal rua de Nova Iorque, sendo a terceira tentativa do grupo no país que chegou ao mercado norte-americano em 2006 através de uma franquia parceira. Atualmente, tem lojas próprias em ruas e centros comerciais, em Nova Iorque e na zona costeira até à Califórnia. Até 2024, querem somar 40 lojas no país e que se encontre no top 5 da sua faturação. Para este ano, o objetivo é de abrir 15 novas lojas.

Várias empresas nacionais estão também, como o T Jornal tem dado nota, a olhar para o mercado dos Estados Unidos como um dos mais promissores nos próximos anos.

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