14 março 23
Empresas

Ana Rodrigues

Gestão: Antecipar o risco é o primeiro passo para o superar

Poder de compra, cadeia de valor, cibersegurança, enquadramento geopolítico, impostos, acesso ao capital, sustentabilidade, recursos humanos, inovação e digitalização e resiliência. São ‘apenas’ estes os 10 fatores que em conjunto enquadram os riscos com que o sector têxtil se depara atualmente.

A gestão e o controlo dos riscos afigura-se essencial para o negócio e foi nessa circunstância que a ATP organizou esta segunda-feira, 13 de março, o webinar ‘Desafios 2023 – Visão sobre os principais riscos aplicados à Indústria Têxtil’. “O risco é omnipresente, mas é possível controlá-lo”, sugeriu Sérgio Resende, CEO da Risk Management Projects. A “incerteza faz parte do negócio” e é preciso aceitar essa condição para que seja possível desenvolver um plano de gestão de risco.

“A gestão de risco não é nada mais que uma abordagem integrada face os objetivos e rotinas da empresa”, salientou o gestor. “É um método que suporta todas as áreas que existem na organização, é um processo que vai evoluindo e que se adapta às necessidades”, acrescentou, para frisar que é necessário “gerar consciência e saber como isso afeta as empresas para iniciar e dar resposta aos riscos”.

Sendo certo que “o perfil de risco de uma organização é uma impressão digital da mesma”, do mesmo modo o plano de gestão desse risco deverá estar adaptado às necessidades de cada organização, “começando por ser um complemento que se transforma num mecanismo que gere a performance e permite olhar para o futuro – com margem de erro – mas que nos preparada para responder quando necessário”.

Segundo um estudo da empresa – em parceria com o Instituto Politécnico do Porto – para além dos 10 riscos globais, há um segundo grupo que também não deve ser ignorado: expectativas de shareholders, pandemias, conflitos em larga escala, mercados, coesão social, bolha tecnológica, fraude e roubo, catástrofes e novos paradigmas políticos.

Como referiu Ana Paula Dinis, diretora-executiva da ATP, na abertura do webinar, “nestes últimos três anos, ninguém saiu ileso dos acontecimentos e, de facto, algumas circunstâncias podiam ter sido colmatadas e outras não. E é neste sentido que é oportuno fazer uma reflexão sobre o risco e suas ferramentas e soluções”.

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