Bebiana Rocha
A Garland Transport Solutions apresentou novas rotas intermodais com o objetivo de oferecer ‘lead times’ mais competitivos e deslocações com uma menor pegada carbónica. Sobre esta última, a empresa garante através da combinação de transporte ferroviário e marítimo uma redução de 75 a 80% de emissões de CO2.
Esta aposta – que surge em alternativa ao transporte rodoviário – vai permitir ainda reduzir a exposição às volatilidades do mercado rodoviário, como a falta de motoristas. “Neste momento, a Garland Transport Solutions oferece soluções combinadas que permitem, por exemplo, recolher a carga em casa ou na empresa do cliente por estrada, fazer um trânsito por via marítima e, depois, utilizar o comboio até ao país de destino, voltando à estrada para o last mile'”, explica a empresa em comunicado.
“Esta aposta acontece poucos meses após a apresentação do Plano Nacional Ferroviário, que, a concretizar-se até 2050, prevê a transferência modal para a ferrovia de 13% para 40% no transporte de mercadorias”, completa a transportadora.
O departamento intermodal da Garland está centralizado no polo da Maia, a partir dali são geridas as soluções combinadas para a Europa, desde o mediterrâneo aos países nórdicos.
Desde a sua criação que a empresa tira partido do transporte ferroviário e marítimo: “em 1939, com o início da II Guerra Mundial, a empresa aproveitou o corredor aberto para neutralidade suíça e portuguesa para o transporte de mercadorias na Europa”, recorda.