08 fevereiro 22
Empresas

T

Fraca adesão à Linha Retomar reflete condições pouco vantajosas

O Banco Português de Fomento (BPF) anunciou que as empresas utilizaram apenas 4% do total de mil milhões de euros disponibilizados ao abrigo da Linha Retomar, destinada à reestruturação dos créditos em moratória.

Neste quadro, a instituição financeira considera que a pouca adesão é um sinal de que a maioria das empresas portuguesas nos sectores mais afetados não sentiu a necessidade de recorrer a este programa. Mas a constatação não merece o acordo de todos os envolvidos. Segundo algumas associações, o que sucede é que o problema está nas condições de acesso ao programa e não na ausência de necessidade por parte das empresas.

Desde o lançamento do programa, as associações têm vindo a alertar para o facto dos processos de reestruturação ao abrigo desta linha não deverem influenciar o historial bancário das empresas beneficiárias, nem prejudicar a análise de eventuais pedidos futuros de financiamento junto da banca.

Ora, como não é isso que sucede, as empresas têm de pesar os prós (o acesso a financiamento) e os contras (a possível sinalização de problemas internos junto da banca) antes de decidirem recorrer à linha Retomar. E uma parte delas, a ver pelos resultados mensurados pelo BPF, decide não a usar – os ‘contras’ são superiores aos ‘prós’.

Partilhar