17 junho 24
UE

Bebiana Rocha

Fórum da Euratex põe em evidência os desafios têxteis

O Brussels Textiles Forum, organizado pela Euratex na passada semana, serviu de ponto de encontro do sector têxtil e vestuário para debater o que vai acontecer nos próximos cinco anos com a indústria, que políticas devem estar no centro do próximo ciclo institucional e o que pode ser feito para suportar as PME europeias com a entrada da nova legislação.

Hélder Rosendo, business director na TMG Textiles, esteve entre os oradores, onde discutiu os principais aspetos que dizem respeito à implementação da legislação europeia ligada à sustentabilidade, sob a égide do chamado Green Deal.

Como melhorar a reciclabilidade dos produtos em fim de vida foi uma das perguntas dirigidas a Hélder Rosendo, que apontou a redução na mistura de fibras como solução. Houve ainda tempo para falar do greenwashing e da importância de educar o consumidor, a par da exploração do chavão do momento: o Level Playing Field, traduzido para nivelar o terreno de jogo, tão vital para garantir a competitividade da indústria europeia.

“Na agenda esteve um conjunto de troca de princípios de forma aberta e franca entre funcionários de alto nível da Comissão Europeia e líderes empresariais têxteis para separar as ambiciosas ambições políticas de sustentabilidade das fantasias impraticáveis”, resumiu Lutz Walter, da Textile ETP, no seu perfil de Linkedin. Enaltecendo o realismo empresarial e a importância de fazer uma transição verde que não enfraqueça a economia europeia nem o batimento da indústria.

Entre outros temas em cima da mesa na conferência estiveram o Green Public Procurement, que se relaciona com a procura por produtos e serviços com reduzido impacto no ambiente durante o seu ciclo de vida. A Confederação diz que o GPP pode valer 9 mil milhões de euros anualmente e “pode mudar a procura impulsionada pelos preços para uma procura impulsionada pela sustentabilidade e tornar o ecodesign obrigatório”.

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