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Albano Morgado, Bold Design Studio, Burel Factory, Casa da Malha, Fitecom, Lemar, Otojal e Troficolor são as empresas da comitiva ‘From Portugal’, às quais se juntam Riopele, Paulo de Oliveira e Penteadora, a participar em mais uma edição da JITAC, que se realiza de 17 a 19 de outubro no Japão. O exclusivista mercado do arquipélago continua assim no radar da internacionalização das empresas têxteis nacionais.
Referência para os negócios com o mercado nipónico a JITAC, volta a acolher uma forte comitiva portuguesa, de que é exemplo a Troficolor Denim Makers que, nesta edição decidiu aumentar o investimento no certame. “Já trabalhamos com o mercado japonês há sensivelmente uns oito anos e decidimos agora estar presentes com stand próprio, ao lado e com o apoio essencial do nosso agente”, conta Ana Magalhães, exportsales manager.
“Esta feira foi a âncora que nos permitiu crescer neste mercado que, estando num processo de retoma da sua economia, tem uma grande margem de crescimento”, considera Ana Magalhães lembrando que o mercado nipónico valoriza “qualidade de produto e de serviço”. Com uma forte aposta nas opções mais sustentáveis, das quais se destacam quer os artigos em algodão reciclado e orgânico, quer as bombazines e flanelas, a Troficolor Denim Makers espera “aumentar o volume das encomendas dos clientes habituais” e ainda “angariar potenciais novos clientes”, remata.
Com coleções desenvolvidas especificamente para “responder aos principais players” do mercado japonês é com boas perspetivas que a Lemar regressa à Jitac. “Num contexto com uma dinâmica comercial muito própria procuramos com mais esta presença reforçar a nossa marca no Japão”, justifica José António Ferreira, da Lemar. Com a sustentabilidade como denominador comum de todas as propostas a apresentar no Japão a Lemar admite que, sendo este um mercado muito específico, a empresa portuguesa desenvolveu coleções que respondem às grandes exigências de produto e qualidade de serviço dos empresários japoneses.
Já para a Fitecom esta edição da JITAC será decisiva para o futuro das relações comerciais entre a empresa portuguesa e o mercado japonês. “É um mercado com enorme potencial, não há dúvida, mas para nós, neste momento, as encomendas ainda não estão a compensar os custos. Por isso, para nós, esta edição é decisiva para compreender se é o momento de abandonar o mercado ou, por outro lado, dar um passo em frente”, assume João Carvalho, CEO da empresa.
A participar na JITAC há cerca de cinco anos a Fitecom revela que tem já vários clientes no Japão, mas cujo o volume de encomendas é ainda de pouca dimensão. “Precisamos de aumentar o volume das encomendas para justificar o investimento que estamos a fazer. Vamos agora perceber se o mercado já está efetivamente a retomar e se traz boas surpresas para nós”, remata.
A participação das PME portuguesas na JITAC é uma iniciativa da Selectiva Moda e da ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal, que visa promover a internacionalização das empresas portuguesas da área do sector têxtil. Esta feira está incluída no projeto ‘From Portugal’, no âmbito da candidatura apresentada aos projetos conjuntos de internacionalização do Portugal 2030.