A Fitexar apresentou-se com elevado valor acrescentado na Techtextil 2026. António Falcão, CEO, afirmou ao T Jornal, no segundo dia da feira, que a participação estava a correr bem, tanto no que diz respeito ao contacto com clientes atuais como à captação de novos potenciais clientes.
“Hoje, na Fitexar, produzimos fios técnicos com elevado valor acrescentado que abrangem várias áreas de negócio: workwear, sportswear e medical”, enumerou, sublinhando que a abrangência da feira permite mostrar plenamente o potencial da empresa.
Entre as novidades, António Falcão destacou um fio para a área médica, um fio recoberto que combina elastano e poliamida no interior, garantindo performance e compressão ao produto, e algodão no exterior, conferindo um toque mais macio. Outra inovação é um fio para workwear também recoberto com Xlance, uma alternativa ao elastano com elevada resistência à temperatura, ideal para bombeiros, combinado com Kermel, uma aramida com excelentes características de proteção e resistência ao fogo. “O fio final tem elasticidade, o que o torna confortável, sem perder as suas características técnicas”, reforça.
Ao T Jornal, o empresário sublinha ainda que a estratégia da Fitexar passa por um foco crescente nos mercados técnicos, encontrando-se atualmente numa fase de expansão mais consolidada. “Temos feito muitos desenvolvimentos. Este será um ano de colher os frutos desses desenvolvimentos.”
No que diz respeito a projetos, António Falcão destaca o Pacto da Bioeconomia Azul, um projeto do PRR que visa a produção de fibras recicladas a partir de resíduos marinhos, nomeadamente redes de pesca, para a criação de nova poliamida. Trata-se de um projeto ambicioso, já em fase avançada, que comprova a preocupação da empresa na procura de alternativas de fios mais sustentáveis.