28 fevereiro 24
Indústria

Maria Monteiro

FIFA e OMC unem-se para promover algodão africano

Foi na 13ª Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), em Abu Dhabi, que a FIFA se juntou à própria OMC para reafirmar o seu compromisso em introduzir produtos dos países “Cotton-4 plus” (C4+) nos programas da FIFA, com o lançamento de uma nova marca – ‘Partenariat pour le Coton’.

“Queríamos realmente envolver-nos em algo que possa fazer uma diferença material na vida das pessoas em África e esta parceria foi concebida para fazer isso – produzir produtos de valor acrescentado no continente que possam ir diretamente para a cadeia de valor do vestuário desportivo”, disse num comunicado Ngozi Okonjo-Iweala, diretora-geral da OMC.

Nos últimos 20 anos, as distorções causadas ao comércio do algodão continuaram a comprometer a vida de milhões de produtores em África. Os chamados países C4 – Benim, Burkina Faso, Mali e Chade – apelaram ao fim dos subsídios ao algodão concedidos a países como os Estados Unidos, a Índia e a China, que, segundo eles, afetam os preços internos do algodão.

Juntamente com a OMC e outros parceiros, a FIFA quer fazer: “algo real, algo concreto, algo impactante, e algo que influencie a vida de muitas pessoas. Queremos criar empregos. Queremos ajudar na luta contra a pobreza. Queremos capacitar as mulheres – especialmente nestes países – e isto é algo que temos de perseguir e insistir”, partilhou o presidente da FIFA, Gianni Infantino, nas suas redes sociais.

“A FIFA é uma associação na qual 211 países são membros de todo o mundo. Os grandes países, os grandes clubes, têm os seus próprios produtores de vestuário, mas muitos outros de todo o mundo lutam para encontrar alguém que produza camisolas e assim por diante para eles. Queremos apoiá-los sempre que necessário através desta parceria com a OMC”, afirmou Gianni Infantino.

“Do mesmo modo, quando se trata de FIFA, também temos alguns projetos em todo o mundo. O Futebol para Escolas é um projeto educativo, e nós queremos usar o vestuário desportivo que exigimos para ser produzido nos países C4+”, acrescentou.

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