Ana Rodrigues
Ainda que o e-commerce seja benéfico para as indústrias e empresas em termos de promoção de produtos e de vendas, sobretudo no segmento da moda e do luxo, também potenciou a difusão da falsificação. As estimativas do FBI e da Interpol, entre outras, é que 8% das vendas sejam ‘fake products’.
A World Customs Organization e a International Chamber of Commerce acompanham a estimativa: entre 7% a 8% do comércio global anual corresponde a produtos falsificados. De acordo com os dados do Instituto da Propriedade Intelectual da União Europeia (EUIPO), a produção e o transporte de produtos falsificados contribuíram com 195 milhões de toneladas de CO2 em 2019, o que equivale às emissões anuais de cinquenta e seis usinas a carvão na União. Ou seja, para além do crime implícito nas vendas, a pegada ecológica é enorme.
Um estudo de caso da União Europeia permitiu compreender que mais de 90% das detenções de falsificações estão, surpreendentemente, associados aos meios de transporte e aos correios, independentemente da venda de produtos falsificados online. Este dado está relacionado com a importação de produtos e componentes falsificados numa compra e com a sua posterior distribuição e incorporação nas lojas.