Bebiana Rocha
Convicta de que o futuro da moda passa pela utilização de inteligência artificial, a Fashable, startup tecnológica portuguesa, tem um dos seus focos direcionado para essa ferramenta: segundo o CEO da empresa, Orlando Ribas Fernandes (na foto), “os longos ciclos de produção e stocks não vendidos podem ser resolvidos com recurso a IA”.
A aplicação desenvolvida pela empresa consegue criar dezenas de designs de roupa, gerados com base naquele instrumento. A IA da Fashable assenta em várias redes neurais que recolhem dados de diversas fontes (redes sociais, lojas online, etc.) e a partir desses dados absorve tendências e aplica-as em criações próprias únicas. Uma solução que permite às marcas fazerem testes imediatos à receptividade dos produtos, antes mesmo de os enviar para produção, poupando assim recursos e matéria-prima.
Em resumo, a Fashable criou um algoritmo que, através de inteligência artificial, é capaz de gerar designs de roupas originais, trazendo poupanças significas às empresas e incrementando rapidez na resposta às solicitações dos clientes.
“Há uns anos lançámos uma pesquisa conjunta com a Microsoft para desenvolver novas tecnologias. Depois de construirmos o modelo percebemos que os designers de moda podem usar a nossa tecnologia para trabalhar diretamente com os clientes, trazemos uma nova perspetiva à indústria de como esta pode incorporar a IA”, diz Orlando Ribas Fernandes. Mais informações disponíveis aqui.