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A Faria da Costa ganhou contratos para fornecer meias aos exércitos da Holanda e Dinamarca, o que leva a empresa de Ucha, Barcelos, a encarar 2019 como um ano de crescimento, em contra-ciclo com o que acontece na generalidade do setor.
“O ano está a correr bem, as vendas estão a subir, não só em quantidade mas também em valor. No final do ano, as nossas vendas deverão andar muito perto do patamar dos quatro milhões de euros, que até pode ser ultrapassado”, afirma Nuno Costa, responsável comercial da Faria da Costa, que fechou 2018 com um volume de negócios de 3,5 milhões de euros.
A duração plurianual (três/quatro anos) dos contratos com forças armadas e polícias (a Defesa espanhola também consta da carteira de clientes da Faria da Costa) garantem uma certa estabilidade de produção a esta empresa especializada em meias de outono/inverno – e por isso particularmente exposta ao risco meteorológico.
“O clima está muito incerto o que nos é prejudicial. Este ano estivemos a vender meias de inverno até maio: Já não se pode falar em duas estações bem marcadas, primavera/verão e outono/inverno, mas apenas numa: a primavera/inverno”, graceja Nuno a propósito da partidas que a meteorologia nos tem pregado.
Após uma aposta não totalmente conseguida no projeto Wyfeet (meias muito técnicas, desenvolvidas com o CITEVE que regulam a temperatura dos pés), a Faria da Costa colocou o foco nas meias de alta qualidade, como as 100% caxemira, que foram o produto estrela que levou em Paris, onde se estreou como expositora na Première Vision outono/inverno 20/21.
“A nossa aposta é no segmento médio/alto, em clientes para quem o preço não conta. As feiras são um meio para fazermos novos contactos e reatar contactos antigos”, explica Nuno, filho de Álvaro Costa, o empresário que em 1988 trocou o setor avícola (dedicava-se à produção de pintos e ovos) pela têxtil.
Após ter concluído no final do ano passado um investimento de 1,5 milhões de euros no aumento da sua eficiência produtiva, a Faria da Costa prepara para um novo investimento, orçado em meio milhão de euros e que arrancará ainda este ano, na aquisição de equipamentos e modernização que aumentará em 10% a capacidade instalada na fábrica de Ucha, onde trabalham 87 pessoas e que produz 25 mil pares de peúgas/dia.