05 julho 23
Importações

Ana Rodrigues

Europa e Estados Unidos reduzem exposição aos têxteis chineses

A gigantesca China, a maior fabricante mundial do sector, reduziu a sua posição nas importações europeias e norte-americanas a um mínimo recorde nos primeiros quatro meses do ano. Sustentabilidade, legislação e riscos geopolíticos – mas também uma opção ocidental que tem sido seguida em bloco – são as razões.

Nos primeiros quatro meses do ano, o peso das importações da China moderou-se para 13,3% face aos 14,3% do ano anterior, sendo o menor peso da última década. Segundo a Eurostat, o gabinete de estatísticas da União Europeia, em termos absolutos, as compras de vestuário à China caíram pela primeira vez desde o Covid-19, com um decréscimo de 15,2%, para 6.573 milhões de euros.

Já nos Estados Unidos, com a Uyghur Forced Labor Prevention Act (UFLPA), as importações chinesas atingiram o menor peso da história: as importações caíram para 17,9%, quase a mesma posição que os 17,3% do Vietname, segundo o Departamento de Têxteis e Vestuário do Comércio dos Estados Unidos.

Estes dados correspondem apenas ao período de janeiro a abril. Nos anos anteriores, a cota superou significativamente os 30%: em 2015, a China representou 39,5% das importações de vestuário dos EUA, embora esse peso tenha diminuído nos anos seguintes.

Em 2020, com a quebra nas cadeias de produção, o peso diminui para 23,7%. Tendo, no entanto, voltado a crescer em 2021, não o voltou a fazer desde então, sobretudo com a entrada em vigor da UFLPA.

Partilhar