T
A Euratex, associação que representa a indústria europeia dos têxteis e do vestuário e de cuja cúpula faz parte Mário Jorge Machado (presidente da ATP), apoia o plano industrial da União Europeia, que prevê uma nova estratégia para o desenvolvimento da indústria têxtil dos 27. Mas aquela estrutura expressou dúvidas sobre a sua implementação de facto.
“Muitas vezes no passado a União Europeia apresentou planos ambiciosos, mas não cumpriu com a sua implementação devido à falta de recursos ou à vontade política dos Estados membros”, enfatizou fonte oficial da associação, citada por vários jornais.
Nesse quadro, a Euratex propõe que o plano da União Europeia inclua três elementos essenciais: “qualquer medida proposta deve ser avaliada num contexto global e não pode estar sujeita a novas regras”; “devem ser aprovadas medidas de acompanhamento para aliviar o ónus dos investimentos verdes, especialmente para as PME”, uma vez que a inovação sustentável tem um custo “importante” que o consumidor final nem sempre está disposto a pagar; a escassez de mão de obra é, por seu turno, “uma barreira importante para o desenvolvimento da indústria”, pelo que é “urgente fazer um esforço comum para melhorar a força de trabalho atual e atrair jovens talentos”.
A indústria europeia têxtil e do vestuário vale 180 mil milhões de euros e é composta por cerca de 171 empresas empresas. O plano da União Europeia para os têxteis foi implementado em 14 de janeiro e prevê a aposta do setor numa produção sustentável e na redução do desperdício – para além de prever uma série de iniciativas, já no terreno, que pretendem chamar jovens de elevado potencial para a indústria.