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A Comissão Europeia divulgou a Estratégia para os Têxteis Sustentáveis, que encerra a ambição de levar o sector a focar-se na sustentabilidade e a assumir-se como agente ativo de novas práticas com menor impacto ecológico e a Euratex, federação europeia do sector (de que a ATP faz parte, integrando os seus órgãos de cúpula), quer que a União implemente as novas regras de forma “inteligente e realista”.
“A Euratex congratula-se com as ambições da União na área da sustentabilidade”, caminho que “muitas empresas europeias já escolheram”, pelo que a estratégia comum “deve apoiá-las neste processo, sobretudo tendo em conta a atual crise energética”.
O plano “reconhece a importância estratégica dos têxteis” – observados “não apenas sob a ótica do vestuário, mas também do mobiliário, sector automóvel, equipamentos médicos, agricultura, etc.” – sendo por isso “necessária mais cooperação para a reutilização e reciclagem de têxteis e para criar um mercado para as matérias-primas secundárias”.
Os caminhos de transição propostos, “que traduzirão a estratégia em ação”, serão críticos e, como tal, devem responder aos desafios em vista: “como atingir as metas de sustentabilidade, qual será o custo para as PME, como podem as empresas ser apoiadas na transição verde, qual será o impacto destas mudanças na competitividade global? Estas são questões essenciais a serem abordadas nos próximos meses”.
A estratégia têxtil faz parte de um pacote muito mais amplo, que inclui novas ações legislativas e outras políticas que terão impacto direto na cadeia de valor têxtil. “Em particular, o Regulamento da Iniciativa de Produtos Sustentáveis, que inclui disposições sobre Passaporte de Produtos Digitais, Eco-Design, PME e Compras Públicas Verdes”. O regulamento “tem uma ambição esmagadora e, para ser realista, exigiria uma nova forma de trabalho conjunto entre instituições e empresas, que se baseasse nas lições aprendidas sobre o fluxo de dados nas cadeias de valor, interoperabilidade, avaliação da conformidade e medidas eficazes de apoio às PME”.
Se implementada de forma errada, alerta a federação, as mudanças “podem causar um colapso total da cadeia de valor têxtil europeia”, que ficará “sob o peso de restrições, requisitos, custos e condições de concorrência desiguais”. Pelo contrário, a Euratex espera que as alterações propostas devem “impulsionar todo o ecossistema têxtil e criar um modelo de transição verde e digital bem-sucedida na fabricação, que comece na Europa e se expanda globalmente”.