01 fevereiro 22
Economia

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Euratex pede ajuda à UE para controlo dos custos energéticos

A atual crise energética está a ter impacto na competitividade da indústria têxtil e do vestuário europeia. Neste contexto, a federação Euratex pede à Comissão Europeia e aos Estados-membros que “apoiem urgentemente a indústria para evitar o encerramento de empresas”, numa ótica “de longo prazo”.

A Euratex, de que a ATP faz parte, apresentou os requisitos essenciais a Kadri Simson, Comissário Europeu para a Energia, no sentido de “um abastecimento seguro”, “a custos competitivos”, que implicam “investimentos adicionais em infraestrutura de energia renovável”.

Em primeiro, lugar, “preços competitivos para energia verde devem ser concedidos a nível europeu ou nacional”, por exemplo “através de subsídios direcionados (para o uso de hidrogénio, ao estabelecimento de redes de energia, etc.), com “uma abordagem específica para as PME, uma vez que não possuem as competências para melhorar ainda mais a sua eficiência energética e/ou tornarem-se neutras em carbono”.

A Euratex exige ainda que o Fit-for-55-Package (Pacto Ecológico Europeu) “apoie a indústria têxtil e de vestuário europeia na descarbonização e na neutralidade de carbono” defendendo “a existência de condições de concorrência equitativas a nível mundial. O objetivo principal deve ser estabelecer um preço de CO2 internacionalmente uniforme e obrigatório”.

“Precisamos de regras razoáveis em matéria de auxílios estatais”, reforça a federação, afirmando que “compensar a diferença entre os impostos nacionais sobre energia ou clima e um preço de energia globalmente competitivo não deve ser visto como um subsídio”. Nesse contexto, “deve ser dada atenção à proporcionalidade dos custos sem enfraquecer a posição competitiva no mercado interno da União ou com concorrentes de fora deste bloco económico”.

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