Ana Rodrigues
A Euratex lamentou a abordagem do Parlamento Europeu (PE) quanto ao Ecodesign for Sustainable Products Regulation (ESPR) reforçando a necessidade de um equilíbrio entre os objetivos ambientais e a competitividade das empresas para não implicar mais custos.
A associação têxtil europeia apelou à coerência legislativa sobre substâncias nocivas e para manter o ESPR alinhado com a legislação química existente para evitar a sobreposição ou conflitos de regulamentos. No entanto, a Euratex considera que tal foi negligenciado, o que criará custos adicionais e encargos administrativos para as empresas que já enfrentam dificuldades políticas e legislativas.
À medida que as negociações do ESPR entre o PE, o Conselho da UE e a Comissão Europeia se desenrolam neste outono, a Euratex continua a enfatizar o princípio orientador de regras “adequadas ao propósito” e o equilíbrio entre objetivos ambientais elevados e a competitividade das empresas.
Nesse sentido, a Euratex tem defendido que uma estrutura legal bem-sucedida deve ser baseada numa abordagem inclusiva e viável, garantindo a capacidade suficiente e estabelecendo um cronograma para que os negócios se ajustem. Assim, a associação defende um apoio personalizado para garantir uma transição suave para as PME e que o PE reforce disposições sobre a fiscalização do mercado, um elemento-chave para garantir condições equitativas para as empresas da UE no mercado único.
A posição face ao ESPR foi adotada a 12 de julho pelo PE e visa melhorar a sustentabilidade ambiental e a circularidade dos produtos colocados no mercado da UE, incluindo os têxteis.