Bebiana Rocha
A EURATEX publicou na passada semana um comunicado onde aborda quais devem ser as principais prioridades da União Europeia para fazer face aos desafios atuais. Num documento holístico, a Confederação aborda o acesso ao mercado, o alinhamento regulatório com a sustentabilidade e a promoção de relações comerciais justas e equilibradas.
O primeiro tópico enunciado é a finalização do Acordo de Livre Comércio UE-Mercosul, como se tem falado é uma oportunidade significativa para o setor com potencial para fortalecer as cadeias de abastecimento.
A EURATEX aponta também como prioridade a revisão da União Aduaneira UE-Turquia – “a Turquia é um parceiro vital para a indústria têxtil europeia. Modernizar o acordo aduaneiro é essencial para melhorar os fluxos comerciais”, lê-se no comunicado, dando como exemplos a remoção de quotas de transporte e simplificação dos processos de visto para o sector empresarial.
Garantir um relacionamento benéfico entre a União Europeia e a India também é importante para aquele organismo, no entanto, sublinha que são precisas “proteções robustas de propriedade intelectual e inclusão de altos padrões de sustentabilidade e trabalho”.
Segue-se como tópicos enumerados: o fortalecimento das relações comerciais com os Estados Unidos e a vigilância do mercado, sendo exigidos “critérios alfandegários harmonizados, inspeções baseadas em risco e mecanismo de execução eficazes para lidar com as não conformidades”.
Na nota, a EURATEX sublinha que os próximos cinco anos são cruciais para o futuro do sector têxtil e vestuário europeu. Sendo preciso um equilíbrio delicado entre abrir as portas aos mercados, proteger as cadeias de abastecimento globais e promover simultaneamente a indústria têxtil.
As mensagens chave a reter são assim: trabalhar para um mercado único europeu integral e funcional, de forma a garantir a sua competitividade, a necessidade de alinhar as políticas industriais e energéticas com as políticas comerciais externas, promover uma produção têxtil de alta qualidade e eficiente em termos energéticos, sendo para tal fundamental a implementação de políticas de redução de custo e a criação de incentivos ao investimento em tecnologias de fabrico avançadas.