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O Conselho Intertêxtil Espanhol (CIE), organismo congénere da ATP, redigiu um documento oficial em que descreve os atuais preços da energia como “insustentáveis” e exige da administração central uma bateria urgente de apoios – num quadro em que os já concedidos são “insuficientes”.
A CIE solicitou ao governo espanhol que “cumprisse as promessas de ajuda ao sector têxtil”: “as empresas estão a descapitalizar-se para poderem enfrentar esta crise dos preços da energia” – cujos aumentos rondam os 47,1% em julho, em termos homólogos, “não havendo sinais positivos para o resto do ano”.
A associação liderada por Manuel Díaz afirma que a linha de ajuda direta gizada pelo governo e destinada a empresas que se dedicam à tinturaria ou acabamentos tem sido “completamente insuficiente”.
“A indústria está longe de conseguir estabilidade suficiente para poder investir nas mudanças que a Europa pede”, acrescenta a organização, referindo-se aos projetos da União Europeia para a transformação sustentável e circular. A associação patronal termina com a exigência de que o governo “se responsabilize perante esta situação excecional que está a colocar em xeque a nossa indústria”.
Apesar de, no segundo trimestre de 2022, a Espanha ter registado um aumento do PIB (ao contrário de Portugal) de 1,1%, o Índice Geral de Preços no Consumidor (IPC) cresceu 10,8% em julho, a maior subida desde setembro de 1984. Os preços do vestuário e calçado registaram em Espanha um aumento homólogo de 5%, o mais elevado desde junho de 2003.