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Juntamente com a Itália, Espanha tem sido um dos piores palcos de expansão da pandemia de Covid-19 – antes de serem mais recentemente ultrapassados pelo Reino Unido – e os resultados do comércio de vestuário não deixam dúvidas: em abril, cairam 89,5%. O acumulado dos primeiros quatro meses do ano mostra agora uma queda de 36,6%, que deverá chegar aos 50% no final do ano.
Os dados são da Associação Comercial de Têxteis, Acessórios e Couro (Acotex) e evidenciam que o canal online conseguiu manter apenas 10% do comércio de vestuário, o que, para a organização, significa que o confinamento não tem sido um grande estímulo para o comércio eletrónico, dado que no ano passado já tinha captado 9,3% das vendas totais do setor. Ou seja, o peso do online manteve-se inalterado no período em que as lojas espanholas estiveram totalmente encerradas.
“O setor precisa de liquidez”, diz a Acotex, que pede também uma solução para o pagamento de alugueres comerciais – dado que as empresas não têm receitas há quase dois meses – e a extenção da regulamentação de emprego temporário (Erte, semelhante ao lay-off) até pelo menos ao final do ano.
O governo espanhol aprovou uma moratória de até quatro meses para os pagamentos das rendas, embora a medida não substitua os acordos que proprietários e inquilinos haviam alcançado anteriormente. A medida aplica-se apenas às PME e aos trabalhadores independentes instalados nas grandes superfícies.