15 janeiro 24
Empresas

Ana Rodrigues

ESG coloca novos desafios às cadeias de abastecimento

De acordo com o ‘2024 Risk Report’ da Everstream Analytics, os gestores das cadeias de abastecimento irão enfrentar mais encargos administrativos, mais custos operacionais, o aumento de preços e outras dificuldades à medida que mudam as práticas de produção para atender às medidas ESG.

De acordo com o relatório, mesmo as empresas com políticas ESG (ambiental, social e de governança) já no ativo também irão sentir perturbações devido às crescentes regulamentações ambientais. Espera-se que, em 2024, situações extremas continuem a ocorrer.

As condições meteorológicas extremas também afetarão gravemente os tempos de espera dos graneleiros, cargueiros e petroleiros. Na verdade, os fenómenos meteorológicos são a principal perturbação logística das cadeias de abastecimento e esse impacto aumentará à medida que a ‘era dos extremos’ persistir ao longo de 2024.

Entre 1972 e 2019, as leis ambientais aumentaram 38 vezes. Mas os tempos confirmam que há mais a caminho, à medida que os países se apressam para cumprir as metas de emissões líquidas zero e de proteção dos recursos naturais cada vez mais escassos.

Alguns críticos afirmam que as medidas ESG devem ser acompanhadas de apoio para a sua implementação, mas os governos tendem a dizer que deram um prazo aceitável para as empresas se empenharem na transformação que essas disposições implicam. Mas há também quem afirme que o tempo de implementar esta nova forma de gestão ainda não chegou e que o período de transição deve ser mais alargado.

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