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Depois dos alertas para o risco de paragem da atividade por parte de empresas e dos apelos das associações patronais como a ATP face aos brutais aumentos dos custos da energia, o governo anunciou durante o fim-de-semana medidas de apoio às empresas. Uma linha de crédito de 400 milhões de euros e o possível regresso do lay-off simplificado, são as soluções avançadas.
Depois de no sábado, dia 12 de março, o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, ter anunciado uma linha de crédito no valor de 400 milhões de euros que vai estar disponível já durante esta semana para ajudar empresas que viram os custos de produção afetados com a escalada de preços da energia. No dia seguinte foi a vez do seu secretário de Estado Adjunto, João Correia Neves, admitir a possibilidade do regresso ao regime de lay-off simplificado.
“O que importa é preservar capacidade e emprego. Se aquilo que é a resposta do lay-off que já está previsto no Código de Trabalho não for condizente com a evolução da situação, com certeza que nós tomaremos medidas de simplificação”, avançou o governante, admitindo um cenário em que algumas empresas que possam ter de vir a suspender a produção por incapacidade de lidar com a escalada dos preços energéticos.
Depois das reuniões que manteve durante a semana passada com o empresários das áreas dos acabamentos têxteis e da confecção, a ATP tinha reclamado por medidas governamentais para mitigar o brutal aumento dos preços das energias. A fatura do gás multiplicou-se por cinco e a da energia cresceu 100 a 200%, o que coloca em causa a própria sobrevivência de muitas empresas.
Também em declarações ao Expresso, Isabel Furtado, vice-presidente da ATP deixou claro estar em causa “a sobrevivência de muitas empresas” na sequência da subida de preços da energia que acompanhou a invasão da Ucrânia. À suspensão de encomendas para exportação é mais uma preocupação do sector, num contexto em que as grandes cadeias internacionais de moda cortaram as vendas à Rússia, um mercado que só para as marcas de Espanha, o principal cliente do têxtil português, representa mais de 500 milhões de euros.