Bebiana Rocha
A indústria pede um alargamento do calendário do Plano de Recuperação e Resiliência para conseguir fazer cumprir os seus projetos de transição energética. A notícia é avançada pelo Jornal de Negócios que indica que existem 810 projetos de descarbonização a decorrer com um prazo de dois anos para execução.
“62% das vendas disponíveis estão por concretizar na sua plenitude”, lê-se. “Apenas 33% dos investimentos estão alinhados como planeados e 5% concluídos”. No caso do sector têxtil e vestuário o Negócios cita a Riopele, que tem em marcha um projeto que engloba produção de energia solar, produção e utilização de vapor e ar comprimidos, entre outras vertentes.
“A descarbonização em termos competitivos é um fator diferenciador perante os diversos stakeholders, não só pelos clientes que se preocupam cada vez mais em trabalhar com fornecedores comprometidos na redução das emissões, mas também pelas entidades estatais, certificadoras, banca, seguradoras…”, disse Isabel Domingues, diretora de sustentabilidade, contando cumprir os prazos estipulados.
Mas não é só a empresa de José Alexandre Oliveira que tem projetos em curso para atingir os objetivos do Acordo de Paris e as diversas metas de neutralidade carbónica. Com data de conclusão prevista para dezembro do próximo ano estão por exemplo: Penteadora (811,09 mil euros), Carvema (1,25 milhões de euros), Lameirinho (2,62 milhões de euros), Villafelpos (782,68 mil euros), Adalberto (1,34 milhões de euros), Tintex (692,98 mil euros), Mundotêxtil (2,48 milhões de euros) e Gravotêxtil (1,29 milhões de euros).
A Carvema está a investir numa caldeira de biomassa, na recuperação de calor no acabamento e na ampliação da área de energia solar. A Lameirinho quer descarbonizar os sistemas de produção de ar comprimido, sistemas de humificação da tecelagem, entre outras áreas.
Já o objetivo da Penteadora com o investimento é conseguir diminuir em 52,4% as emissões de gases efeito de estufa. A Adalberto fixou a fasquia nos 68,81% de redução de emissões diretas e indiretas.
Marcelo Rebelo de Sousa espera que o atraso na execução seja recuperado até ao final do próximo ano, o Governo prometeu inclusive uma execução de 40% até ao final de 2024.