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Depois do encontro com o segmento dos acabamentos têxteis na quarta-feira, a ATP prolongou ontem as reuniões juntando desta vez os empresários da confeção no apelo a medidas governamentais para mitigar o brutal aumento dos preços das energias. A fatura do gás multiplicou-se por cinco e a da energia cresceu 100 a 200%, o que coloca em causa a própria sobrevivência de muitas empresas.
Com a presença de mais de meia centena de representantes de empresas de confeção, a reunião de ontem concluiu pelo reforço das queixas que convergem para o sector energético e o apelo às urgência de medidas compensatórias que salvaguardem a manutenção do funcionamento das empresas, num contento em que também a AEP – Associação Empresarial de Portugal veio já reforçar esses apelos, sugerindo mesmo o regresso do lay-off simplificado e o apoio urgente às tesourarias.
A ATP tem vindo a reunir com os empresários de toda a cadeia têxtil e as queixas convergem para o sector energético: a fatura da eletricidade aumentou em 100% a 200%, ao mesmo tempo que a do gás – com impacto ainda maior na ITV – foi multiplicada por cinco, o que de imediato coloca em causa a própria sobrevivência das empresas.
As medidas de combate ao aumento dos custos – não havendo no horizonte nenhuma expectativa de normalização dos preços, face à continuação da invasão da Ucrânia e das medidas sancionatórias contra a Rússia – são muitíssimo urgentes, como fica claro pelo facto de os fornecedores terem desistido de fechar contratos de futuros, principalmente no segmento do gás.
Também a AEP se juntou à mole de empresários que exigem apoio urgente do governo. A associação considera que as medidas para a área da energia anunciadas esta semana pelo Governo são positivas, “mas manifestamente insuficientes e não permitem travar o forte agravamento dos custos nem melhorar de forma sustentada a nossa competitividade fiscal”.
Em comunicado, a associação avança quatro propostas, “concretas e exequíveis”, para mitigar a escalada dos custos e evitar a suspensão de atividade ou mesmo encerramento de muitas empresas. A reorientação do PRR para socorrer as empresas nesta fase de emergência; uma “redução substancial da carga fiscal sobre a energia, ao nível do gasóleo, do gás natural e da eletricidade”; a retoma do lay-off simplificado; e o apoio à tesouraria e ao reforço da liquidez das empresas, são as propostas da AEP.