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O setor têxtil está preparado para produzir “em poucas semanas milhões de unidades” das novas máscaras sociais, que até agora não existiam e que são o resultado de normativas aprovadas em conjunto pelo CITEVE, Direção-Geral de Saúde e Infarmed, garante o presidente da ATP, Mário Jorge Machado.
A produção já arrancou e as primeiras remessas chegam ao mercado no início da semana, depois de passarem pela homologação do CITEVE, que para isso está a preparar um selo identificativo especial que dá garantia aos consumidores.
As novas máscaras – a cuja produção está a aderir um número crescente de empresas têxteis – vão permitir, por um lado, o regresso do setor à produção, o que deverá implicar a diminuição do ‘lay-off’ e, por outro, a abertura controlada da economia. Este é, aliás, o ponto fundamental, segundo disse Mário Jorge Machado ao T Jornal: “as máscaras permitirão uma vida quase normal, se todos as usarem, impedindo a progressão geométrica da pandemia”.
As máscaras – que não terão um preço homogéneo – têm diversas caraterísticas, mas Mário Jorge Machado identifica a mais importante: “este produto pode salvar a economia – a partir do momento em que permite a reabertura e o regresso das pessoas às ruas e aos locais de trabalho”.
Este novo produto, feito à base de material têxtil, pode ser composto por várias camadas, a que se podem acrescentar caraterísticas particulares, como por exemplo uma película exterior que o torne repelente de líquidos ou uma interior que seja particularmente eficaz no combate bacteriano. O número de utilizações possíveis e a sua ‘lavabilidade’ também pode variar. Deste modo, o preço das novas máscaras pode variar – até em função de uma outra caraterística que também se pode acrescentar: ser mais ou menos fashion. O produto será totalmente sustentável do ponto de vista ambiental.
Abre-se também uma porta às exportações: a França já adotou uma norma semelhante à portuguesa, e outros estados da União Europeia estão a estudar a possibilidade de aconselharem o uso deste tipo de soluções aos seus cidadãos.
Para Mário Jorge Machado, não é ainda possível ter uma perspetiva exata do número de empresas do setor têxtil que vai investir na produção das novas máscaras – até porque, recordou, só esta semana foi fechado o debate entre o CITEVE, o Infarmed e a Direção-Geral de Saúde.