10 julho 26
Feiras

Bebiana Rocha

Em Munique, o bom gosto fala português

Na Munich Fabric Start a palavra ‘TASTE’ dá o mote à edição deste ano. O bom gosto traduz-se em inovação, qualidade e sustentabilidade – valores que a indústria têxtil portuguesa volta a colocar em destaque entre 14 e 16 de julho.

Integradas no projeto Sustainable Textile & Apparel From Portugal, promovido pela ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal, as empresas I.T.J.V Comércio Têxteis, M.M.R.A & Filhos e Vilarinho apresentam as suas propostas para o outono-inverno 2027/28, reforçando o posicionamento de Portugal como um parceiro de referência para o sourcing europeu.

Na edição em que celebra o seu 30.º aniversário, a Munich Fabric Start convida a indústria a refletir sobre o conceito ‘TASTE’. Num contexto em que a inteligência artificial tornou a estética amplamente acessível, a feira defende o bom gosto como a expressão máxima da individualidade, valorizando a personalidade, a autenticidade, a materialidade e o saber-fazer. A estação outono-inverno 2027/28 será, assim, marcada por superfícies tácteis, proporções equilibradas, contrastes subtis e uma abordagem ao design onde a qualidade se sobrepõe às tendências facilmente replicáveis.

É precisamente neste contexto que as empresas portuguesas apresentam coleções capazes de responder às novas exigências do mercado. A I.T.J.V Comércio Têxteis levará a Munique um portefólio de malhas circulares que inclui jersey, French terry, interlock, jacquard e piqué, desenvolvidas em fibras naturais, artificiais e sintéticas. A coleção integra algodões premium, lã merino, linho, cânhamo, seda e caxemira, bem como fibras celulósicas inovadoras e soluções recicladas, oferecendo uma ampla diversidade de opções para diferentes segmentos da moda.

A M.M.R.A & Filhos destacará a sua especialização no desenvolvimento de estruturas de malha sofisticadas, desde jersey, jacquard e interlock até fleece, piqué e canelados. Produzidas em diferentes combinações de fibras naturais e sintéticas, as coleções privilegiam matérias-primas orgânicas e recicladas, conciliando desempenho técnico, conforto e responsabilidade ambiental.

Já a Vilarinho apresentará a sua oferta de tecidos para camisaria, com artigos em 100% algodão e misturas cuidadosamente desenvolvidas. As coleções destinam-se à confeção de camisas, blusas, vestidos e outras peças de vestuário contemporâneo, destacando-se pela versatilidade e pela qualidade dos acabamentos.

Ao longo dos três dias de feira, os visitantes poderão descobrir as cinco direções de tendência propostas pela Munich Fabric Start para o outono/inverno 2027/28: Quiet Disruption, Ceremonial, Drifting, Intimate e Inheritance. Embora apontem os caminhos criativos da próxima estação, estes conceitos refletem características há muito presentes na indústria têxtil portuguesa.

A capacidade de reinterpretar o património através de uma linguagem contemporânea, de combinar inovação tecnológica com um profundo conhecimento dos materiais e de desenvolver produtos que conciliam desempenho, conforto e sofisticação faz parte do ADN do setor.

A estas competências junta-se uma produção cada vez mais orientada para a sustentabilidade e para a criação de valor acrescentado, permitindo às empresas portuguesas responder às tendências internacionais sem perder identidade. É esta combinação entre tradição, inovação e excelência produtiva que continua a afirmar Portugal como um dos parceiros de sourcing mais competitivos e diferenciadores da indústria da moda europeia.

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