Bebiana Rocha
A Edaetech, empresa que passou a fazer parte do portefólio do grupo Impetus, não chegou a concretizar o investimento de sete milhões de euros que estava previsto ao tempo em que era liderada por Ventura Belinho, ex-acionista maioritário.
Ao abrigo do direito de resposta, Ventura Belinho explica que “essa nova fábrica nunca existiu na realidade”, apesar de ter existido em projeto. O próprio ex-acionista e ex-CEO da Edaetech explica: a nova empresa “fazia parte de um projeto de investimento em curso, contratualizado com o IAPMEI SI IP 23534 no valor de cerca de 5,6 M€ e que foi precisamente cancelado pela minoria acionista, agora detentora dos 100%, isto apesar de ter sido aprovado em AG de 19.9.2016 e do qual já se tinha investido em equipamento cerca de 1,5 M€ e que teve que ser devolvido cerca de 0,5 M€ ao IAPMEI”.
Mais diz Ventura Belinho que “mal grado as minhas tentativas de continuar esse investimento, levando os acionistas minoritários e seus administradores a contradizerem-se nos processos judiciais, de qual a data da desistência do investimento”.
Além disso a Edatech “não foi pioneira na tecnologia laser (e na península ibérica muito menos)”, adianta ainda Ventura Belinho, “mas sim na aplicação dos lasers de fibra ótica, desenvolvida por uma equipa, desde 2006, que chegou a ser de nove engenheiros e que foi totalmente aniquilada. (Já não existe equipa de desenvolvimento de equipamentos, aliás era um dos pontos de atrito entre acionistas)”, conclui o ex-acionista da empresa.