21 dezembro 22
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Economia portuguesa precisa de imigrantes ou “entrar em colapso”

“Os imigrantes desempenham um papel fundamental na eficiência dos mercados de trabalho, e é claro que, sem esses imigrantes, alguns sectores e atividades económicas entrariam em colapso”, escreveu a diretora do Observatório das Migrações de Portugal.

Catarina Reis Oliveira confirma que “os estrangeiros continuam a estar, em comparação com os nacionais, mais representados nos grupos profissionais de base, embora tenham sido observadas melhorias, tendo a importância relativa dos estrangeiros nestes grupos diminuído em comparação com o que se observou na década anterior”, refere, citada pela agência Lusa.

Assim, a maioria dos trabalhadores estrangeiros está associada ao alojamento, restauração e atividades económicas similares ou a serviços administrativos e de apoio. Em 2020, “os desequilíbrios nos salários básicos médios” também persistiram. No geral, os trabalhadores estrangeiros tinham salários médios inferiores aos trabalhadores portugueses (menos 6,7% em 2020 e menos 8,2% em 2019).

Por outro lado, em 2020, mais de dois terços dos trabalhadores portugueses tinham contrato permanente (69,8%), enquanto no caso dos estrangeiros apenas um terço tinha este tipo de contrato (35,1%). Neste contexto, e à semelhança do que acontece noutros países europeus, em Portugal, os residentes estrangeiros estão em maior risco de pobreza e vivem em maior privação material.

Em 2021, os estrangeiros representavam 10,1% do total de contribuintes para o sistema de segurança social português, “uma importância relativa sem precedentes” e “mais expressiva do que o esperado”, dado que “representam apenas 6,8% da população residente”.

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