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Condenado por ter apresentado uma declaração “incompleta ou enganosa” sobre o seu património quando chegou ao governo, demitiu-se o ministro francês das PME. No cargo desde julho do ano passado, Alain Griset era muito apreciado pelas profissões associadas aos têxteis e ao vestuário.
Uma simpatia que, segundo o Journal du Textile, está ligada ao seu empenho a favor da lei sobre o estatuto dos independentes, que abrange criadores, artesãos e empresários, que levou ao parlamento em finais de setembro, e também por um outro projeto que lançou já no inicio deste mês, os Assises du Commerce, com o objetivo de traçar um roteiro de uma década para o comércio, para ajudar o sector a fazer frente às convulsões atuais, como o ambiente de transição e o boom do e-commerce e as consequências da crise pandémica.
“A FNH [Federação Nacional do Vestuário] toma conhecimento da demissão mas não quer fazer qualquer comentário. Espera, no entanto, que o trabalho iniciado pelo ministro não seja letra morta para o seu sucessor e prosseguirá com determinação”, assim reagiu à demissão a organização, citada pelo Journal du Textile.
A condenação resulta “da apresentação incompleta ou e enganosa” da declaração sobre a sua situação patrimonial à Alta Autoridade para a Transparência na Vida Pública. O tribunal aplicou ao ministro das PME uma pena de seis meses de prisão associada a um período de inelegibilidade de três anos. A estas as penalidades foi, no entanto, associado pelo juiz o regime de suspensão.