Bebiana Rocha
A Delegação de Guimarães da Cruz Vermelha vai abrir um curso de iniciação a costura, no âmbito do projeto Bisar. Um programa de desenvolvimento de competências para a empregabilidade, destinado a desempregadas com mais de 40 anos.
“Neste momento, temos duas turmas de costura avançada e uma turma de iniciação que arrancou no início de setembro. Queremos continuar o projeto com uma nova turma para o final do ano”, diz Catarina Almeida, coordenadora local de voluntariado.
A formação é dada no Estádio D. Afonso Henriques seguindo sempre uma vertente mais de upcycling, ou seja, para além dos princípios de costura as formandas aprendem a transformar peças que já tenham em casa ou reaproveitar tecidos cedidos por empresas da região. “O foco é mesmo o desperdício têxtil, criar peças com desperdícios de empresas. Recebemos doações da AllCost e da JF Almeida, essencialmente”, precisa a responsável, em declarações ao T Jornal.
As peças no final ficam para as formandas se “gostarem muito” ou são entregues à Cruz Vermelha para doar a famílias carenciadas. “É o nosso primeiro projeto na área têxtil, queríamos com ele não só responder a um problema ambiental, mas também dar às senhoras um caminho”, sensibiliza Catarina Almeida.
Já se contabilizam mais de 100 participações, parte conseguiu reintegrar-se no mercado de trabalho. “Queremos que mais pessoas voltem ao ativo ou que ganhem ferramentas para serem autossustentáveis, quem sabe criarem os seus próprios ateliers e fazerem os seus arranjos”, conclui. O projeto conta ainda com o apoio do Município de Guimarães e do centro de formação Modatex, através do pólo de Vila das Aves.