Ana Rodrigues
Entre os dias 31 de agosto e 3 de setembro decorre a segunda edição da Fiada – Feira Internacional de Artesanato, Design e Outras Artes. Promovida pela Câmara Municipal da Covilhã, o evento pretende estimular a articulação entre o artesanato, o design e as artes têxteis e potenciar a inovação.
O objetivo da Fiada é “destacar o artesanato, o design, as artes têxteis, para desenvolver caminhos de inovação que tenham que ver com a reinterpretação, com a atualização do artesanato”, explicou a vereadora da Cultura, Regina Gouveia, na apresentação do evento.
A Fiada acolhe, no Jardim das Artes, a Feira Nacional de Artesanato, com a presença de 40 artesãos certificados, 20 deles da região centro do país, num total de 90 candidaturas. A vereadora acentuou, ainda, os passos dados na “afirmação da dimensão internacional” do evento, com a presença de duas cidades brasileiras que, à semelhança da Covilhã, têm o selo de Cidade Criativa da UNESCO na área do design, Brasília e Fortaleza, assim como o acolhimento do Peninsulares – Encontros Ibéricos de Arte Têxtil Contemporânea.
A feira tem, ainda, uma vertente formativa, tendo várias oficinas agendadas para artesãos, para o público em geral e outras direcionadas para crianças. Para além disso, ocorrem exposições e instalações.
“O artesanato, nos moldes mais tradicionais, não chega a alguns segmentos das comunidades e, através da sua atualização, pode conseguir interessar a outros mercados. Pode haver uma relação mais efetiva entre o saber tradicional e o criar em conceitos de modernidade”, salientou a vereadora da Cultura.
A Fiada tem um orçamento de 50 mil euros, comparticipada pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional com uma verba próxima dos 17 mil euros.