14 janeiro 26
Empresas

Bebiana Rocha

Coton Couleur na Heimtextil 2026: Três camas, um país

A Coton Couleur levou a portugalidade à Heimtextil 2026 através de três camas distintas, inspiradas em diferentes regiões do país e carregadas de simbolismo, tradição e identidade. Mostrar o que Portugal tem de mais autêntico foi o grande objetivo desta edição, num ano que a empresa encara como de consolidação.

A primeira cama, de inspiração minhota, destacou-se pelas mensagens bordadas à mão (bordado de Viana) e pelas cores tradicionais dos trajes regionais – branco, azul e vermelho – numa versão mais feminina, marcada por uma mensagem de amor.

Seguiu-se uma cama inspirada no Alentejo, onde sobressaem os tons amarelo e azul das fachadas das casas típicas, conjugados com o estampado chita de Alcobaça, cuja origem remonta ao século XVIII.

Por último, numa versão mais masculina e de grande requinte, a empresa apresentou a cama inspirada no Douro Vinhateiro, em tons de verde, evocando a paisagem e a sobriedade da região.

Presente no primeiro dia da feira, Carlos Carvalho, CEO da Coton Couleur, afirmou ao T Jornal que 2025 foi um ano de crescimento sustentado. Olhando para 2026, o responsável sublinha que o objetivo passa por “fazer um spread out dos mercados”, com foco na abordagem a geografias como a Ásia, os Estados Unidos, o Canadá e os Países Árabes.

“A Coreia do Sul já é um mercado bem trabalhado pela empresa, mas a ambição passa agora por alargar a presença a países como o Japão”, esclarece. Relativamente ao Canadá, Carlos Carvalho destaca o potencial do mercado, impulsionado pelo acordo comercial existente com a Europa.

Questionado sobre a estratégia da empresa, o empresário é claro ao afirmar que a rentabilidade é o princípio orientador da sua gestão, a par de uma forte aposta na informatização. Está em curso um projeto de ligação direta com os fornecedores, com o objetivo de reduzir o número de guias em circulação e obter informação em tempo real. “Queremos criar sinergias com os fornecedores. Já começámos no ano passado. A ideia é saber o que cada um está a fazer e quando vão entregar”, explica.

Na vertente da sustentabilidade, Carlos Carvalho partilha que a empresa já detém grande parte das principais certificações, incluindo na área social, como a certificação SMETA. Atualmente, a Coton Couleur está a trabalhar para obter o selo de algodão egípcio. Paralelamente, está prevista a instalação de painéis solares no telhado da unidade industrial, com o objetivo de aumentar a autonomia energética.

Quanto aos desafios diários do setor, acredita que a chave para manter a relevância passa pela diferenciação e pela comunhão dentro da indústria. “Há muito para além do preço. Temos de ser muito bons – não chega sermos bons, temos de lutar para sermos perfeitos. A proximidade é também um ponto importante: o custo de stock é enormíssimo para o cliente e Portugal tem a capacidade de, em menos de uma semana, ter um produto em qualquer parte da Europa”, conclui.

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